A marca própria do Vitória deve voltar a ser usada pelo clube a partir do ano que vem, afirmou o presidente Fábio Mota em entrevista ao Arena Rubro-Negro. A decisão aponta para a retomada da marca “Nego”, que já havia sido adotada anteriormente pelo clube.
Retorno da marca própria do Vitória: motivos e números
Segundo o dirigente, o aspecto financeiro foi determinante na opção pelo retorno da marca própria do Vitória. O clube busca um acordo que inclua uma luva e adiantamento — meta de R$ 10 milhões — além de manter 15% sobre o que for comercializado com os uniformes. A necessidade de receitas imediatas foi citada por Mota como um fator crucial diante da situação fiscal do clube.
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Fábio Mota explicou que a diretoria não encontrou nas marcas globais propostas que atendessem às exigências financeiras do clube, especialmente na manutenção da fatia de 15% sobre as vendas e no pagamento de adiantamento. A decisão, portanto, é uma alternativa para equilibrar caixa em um início de temporada com déficit apontado pela diretoria.
Contexto financeiro
O presidente declarou que o projeto do clube é deficitário e lembrou que o clube inicia o ano com um débito significativo, estimado em R$ 60 milhões. Dentro desse cenário, a volta da marca própria do Vitória surge como mecanismo para receber recursos imediatos e preservar parte da receita com produtos licenciados.
Histórico recente com fornecedores
O contrato com a Volt cobriu as temporadas de 2022 a 2026, período em que o Vitória disputou Série C, Série B e três edições da Série A. Antes deste acordo, o clube já havia adotado marca própria de material esportivo entre o início de 2021 e abril de 2022, quando a Nego era a identificadora dos uniformes durante a gestão do então presidente Paulo Carneiro.
A opção por retomar a marca própria do Vitória, usando inicialmente a Nego, é apresentada pela diretoria como um movimento pragmático: pretende garantir compensação financeira imediata e participação nas vendas, condições que, segundo Mota, não foram oferecidas pelas grandes marcas esportivas em negociações recentes.
- Período de fornecimento da Volt: 2022–2026;
- Uso anterior da Nego: início de 2021 até abril de 2022;
- Objetivo financeiro do clube: R$ 10 milhões de luva/adiantamento e 15% sobre vendas.
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O modelo de marca própria do Vitória permite ao clube maior controle sobre como o produto é licenciado e comercializado, ao mesmo tempo em que abre espaço para negociações com empresas que assumam produção, distribuição e pagamento inicial acordado. Para o clube, além do adiantamento, é importante assegurar participação nas vendas, ponto repetido pela diretoria como condição para o novo contrato.
No discurso da presidência, a volta da marca própria do Vitória não é apenas uma questão de identidade visual: está diretamente ligada a uma necessidade de reforço financeiro e a uma estratégia para recuperar receitas provenientes do comércio de camisas e produtos oficiais.
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Próximos passos
A diretoria informou que já negocia com empresas interessadas em assumir a produção com a marca Nego, no primeiro momento. O acerto financeiro e o desenho final do contrato definirão a data de lançamento dos novos produtos e o calendário de disponibilização ao torcedor.
Enquanto o clube finaliza as tratativas, a volta da marca própria do Vitória passa a ser acompanhada de perto pela torcida e pelo mercado, sobretudo pela perspectiva de receitas diretas para o caixa em um momento em que a administração aponta déficit operacional.
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