Hong Myung-bo foi recebido com fortes protestos no Aeroporto Internacional de Incheon ao voltar à Coreia do Sul depois da eliminação da seleção sul-coreana na fase de grupos da Copa do Mundo. A chegada do agora ex-técnico ocorreu em clima tenso, com vaias, ofensas e ameaças que motivaram um esquema especial de segurança das autoridades locais.
Repercussão e segurança após a chegada de Hong Myung-bo
Ao desembarcar, Hong Myung-bo ouviu gritos de fãs e manifestantes. Relatos e imagens registraram torcedores a gritar palavras de ordem e ofensas — um manifestante usou megafone para entoar "Fora, Hong Myung-bo!" e outro profiriu xingamentos direcionados ao treinador. Alguns manifestantes exibiram faixas com montagens que ironizavam o técnico, associando sua imagem à figura de Pinóquio.
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A propagação de mensagens hostis nas redes sociais agravou a situação: postagens com ameaças foram identificadas, entre elas uma publicação intitulada "Vou assumir a responsabilidade e matar Hong Myung-bo" que, segundo relatos, foi feita por um usuário que se apresentou como cidadão americano de 41 anos e afirmou que iria ao aeroporto. Diante desse cenário, a polícia sul-coreana abriu investigação para identificar os responsáveis por essas e outras publicações e montou um esquema reforçado de segurança para a chegada da delegação.
Fontes locais informaram que mais de 100 agentes foram deslocados ao Aeroporto de Incheon e que o trajeto da equipe foi organizado para evitar contato com o fluxo de passageiros. Para reduzir exposição, a Associação de Futebol da Coreia do Sul (KFA) optou por embarcar Hong and outros oito jogadores em voo separado desde Guadalajara, no México, onde a seleção esteve concentrada durante o torneio.
Contexto esportivo e reação pública
A eliminação da Coreia do Sul na fase de grupos deixou o país dividido e o comando técnico sob forte pressão; a equipe terminou em terceiro lugar no Grupo A, com uma vitória em três jogos. A repercussão sobre o desempenho levou autoridades e torcedores a buscar explicações — inclusive com críticas do presidente do país, Lee Jae-Myung, que apontou falhas organizacionais e chamou o técnico de "incompetente". Horas após essas críticas, Hong Myung-bo anunciou a saída do cargo.
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Além das manifestações no aeroporto, estabelecimentos comerciais chegaram a colocar cartazes proibindo a entrada do treinador, e emissoras locais chegaram a borrar a imagem de Hong em transmissões. A insatisfação também se expressou em petições online que pedem o afastamento definitivo do ex-técnico do futebol sul-coreano.
Medidas tomadas e investigação
As autoridades adotaram medidas de proteção e investigam as ameaças; a polícia identificou e trabalha para localizar os autores de postagens que fizeram apologia de violência. Paralelamente, há investigações sobre o processo de contratação de Hong como técnico da seleção em 2024: oito denúncias foram registradas e apuram possíveis irregularidades na nomeação.
- Reforço policial no Aeroporto de Incheon, com mais de 100 agentes mobilizados;
- Separação do embarque de Hong Myung-bo e oito jogadores, em voo distinto de Guadalajara;
- Investigação de postagens com ameaças e abertura de inquéritos sobre a contratação do técnico.
Para quem acompanha a trajetória do treinador e o percurso da seleção, há contexto recente disponível: a cobertura sobre a tentativa de redenção de Hong antes do torneio pode ser consultada em textos que abordam sua trajetória e expectativa antes da Copa, assim como análises sobre as decisões táticas e mudanças na equipe durante a competição. Leia também a retrospectiva sobre a trajetória de Hong Myung-Bo, as notas sobre as mudanças indicadas pela Coreia do Sul e o relato da preparação contra o México em Guadalajara.
“Fora, Hong Myung-bo!” — frase ouvida de manifestantes no Aeroporto de Incheon, segundo registros.
O caso mostra a tensão entre a cobrança da torcida e a segurança de integrantes de seleções em grandes competições. Autoridades enfatizam que a investigação seguirá até identificar os responsáveis por ameaças e ataques verbais e que medidas administrativas e judiciais poderão ser tomadas se forem confirmadas infrações.
Fechamentos de círculos decisórios e possíveis revisões internas na KFA também foram citados pela imprensa local como consequência da repercussão, e o debate sobre responsabilidades técnicas e organizacionais permanece em destaque no país.
Para acompanhar o desdobramento das apurações e as próximas decisões da Federação, a cobertura seguirá atualizando as movimentações oficiais e as repercussões na Coreia do Sul e no exterior. Para acompanhar mais notícias e bastidores do esporte, siga o Guia Esportivo no Instagram.
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