A nova SAF do clube informou que não possui respaldo contratual para antecipar o pagamento do transfer ban do Figueirense, que segue impedindo o registro de reforços após decisão da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
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Impactos do transfer ban do Figueirense
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) antecipou a abertura da janela de transferências das Séries B e C para 6 de julho. A mudança aumentou a pressão sobre o Furacão Alvinegro, que já está com inscrição de novos atletas bloqueada em função de uma ação movida pelo Cascavel (PR) ligada à venda do jogador Oberdan ao futebol sul-coreano.
No cenário atual, a direção que prepara a chegada da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) afirmou publicamente que não há um instrumento contratual que a legitime a quitar o empecilho financeiro junto à CNRD antes da conclusão formal do negócio. A posição foi confirmada pelo representante do grupo comprador, Edson Silva, em contato com a reportagem.
O que foi confirmado até agora
Do material apurado e das informações oficiais divulgadas pelo clube e pelo grupo interessado em adquirir a SAF, quatro pontos ficam claros:
- A CBF antecipou a janela de transferências para 6 de julho, ação que altera o calendário previsto inicialmente;
- O Figueirense tem transfer ban por determinação da CNRD, relativo a valores reclamados pelo Cascavel;
- O processo de compra da SAF pelo grupo Pansports está em fase de elaboração contratual, com expectativa de conclusão até o fim de julho;
- O grupo informou que já fez adiantamentos ao clube, mas diz não ter respaldo contratual para assumir pagamentos relacionados ao transfer ban do Figueirense.
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Posição da SAF e próximos passos
Segundo o representante da Pansports, o diálogo com a diretoria do clube segue aberto e há disposição para ajudar o Figueirense, mas sem um contrato que dê segurança jurídica para assumir obrigações que hoje estão atribuídas ao clube. Em razão disso, não há previsão de pagamento antecipado do transfer ban do Figueirense até que o acordo societário seja formalizado.
O grupo já antecipou R$ 1,5 milhão para cobrir despesas urgentes, incluindo salários atrasados, mas um erro na informação de uma conta bancária reduziu o montante disponível em cerca de 20%, segundo fontes ligadas ao processo. A situação deixou parcelas de vencimentos pendentes, o que mantém a pressão interna por soluções rápidas.
Em paralelo, dirigentes do clube e representantes da SAF devem continuar as negociações contratuais ao longo das próximas semanas, período no qual a formalização da venda será o determinante para qualquer movimentação financeira mais robusta.
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Repercussão esportiva e administrativa
Do ponto de vista esportivo, a impossibilidade de registrar reforços afeta diretamente a montagem do elenco para a sequência da Série C, reduzindo alternativas do técnico e da diretoria de futebol. O clube já lida com desafios de pagamento e com a necessidade de reorganizar folhas e compromissos.
Administrativamente, a conclusão do contrato com a Pansports é vista como condição essencial para a retirada de incertezas. Enquanto isso, o Figueirense e a nova SAF trabalham em pautas de ordem prática — prioridades financeiras, relações com credores e cumprimento de obrigações trabalhistas — sem, contudo, dispor de uma solução imediata para o transfer ban do Figueirense.
O que pode mudar até a janela
Com a janela antecipada pela CBF, o calendário exige decisões rápidas. Entre as alternativas viáveis, sem entrar em especulações sobre valores ou acordos que não foram divulgados, estão a negociação direta do clube com credores para parcelamentos, a apresentação de garantias formais ou a conclusão do contrato da SAF — caminho que, segundo dirigentes, permitiria maior amplitude de atuação financeira.
Enquanto o processo não se conclui, torcedores e profissionais do clube acompanham a evolução das tratativas. Para entender melhor a trajetória recente do time, a cobertura local tem registrado desdobramentos como a ampliação de sequências e os jogos em calendário, com mais informações disponíveis em coberturas anteriores sobre o clube.
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O cenário segue sujeito a alterações conforme a tramitação do contrato entre clube e Pansports e o andamento de eventuais recursos ou acordos na CNRD. A clareza sobre prazos e responsabilidades será determinante para qualquer antecipação do pagamento do transfer ban do Figueirense.
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