Neymar em Copas alcançou uma marca histórica nesta quarta-feira: ao entrar no segundo tempo de Brasil x Escócia, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, o atacante chegou a 14 jogos disputados em Mundiais — o mesmo número de partidas de Pelé.
Neymar em Copas: a marca e o ranking
A presença do camisa 10 no confronto com a Escócia levou o jogador ao Top-7 de partidas pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo. O ranking histórico, com base nas partidas disputadas em Mundiais, é o seguinte:
- Cafu – 20 jogos;
- Ronaldo – 19 jogos;
- Dunga e Taffarel – 18 jogos;
- Lúcio e Roberto Carlos – 17 jogos;
- Gilberto Silva e Jairzinho – 16 jogos;
- Bebeto, Didi, Nilton Santos, Rivellino e Thiago Silva – 15 jogos;
- Neymar, Pelé, Gilmar e Leão – 14 jogos.
O número de Neymar em Copas coloca o atacante ao lado de ídolos de diferentes gerações e reforça seu protagonismo em fases finais. A partida contra a Escócia foi o retorno do jogador à Seleção após um hiato significativo, e o momento teve repercussão imediata entre torcedores e analistas.
Para entender o contexto do retorno, é importante lembrar que Neymar voltou à seleção depois de 981 dias afastado. A última vez que atuou com a Amarelinha antes desta partida foi em 17 de outubro de 2023, pelas Eliminatórias contra o Uruguai, em Montevidéu, quando sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/e/G/Ze3YTuTeeyk9BvSnKslA/2026-06-24t233255z-1901009752-up1em6o1tetxq-rtrmadp-3-soccer-worldcup-sco-bra.jpg)
O longo período fora da Seleção foi o maior desde a estreia do jogador, em 10 de outubro de 2010, no amistoso contra os Estados Unidos, vencido pelo Brasil por 2 a 0. Desde então, Neymar construiu uma trajetória que inclui 128 partidas pela Seleção e, segundo registro da Fifa, 79 gols com a camisa brasileira.
Além do alcance numérico das partidas, o retorno também marcou a presença do atacante na sua quarta Copa do Mundo: Neymar havia disputado anteriormente os Mundiais de 2014, 2018 e 2022. A participação nesta edição voltou a colocá-lo entre os nomes de maior peso histórico do país em torneios mundiais.
O caminho até a volta
O processo de recuperação de Neymar começou depois da lesão sofrida em Montevidéu. Antes mesmo da convocação para o torneio, o atleta teve episódios clínicos desde sua passagem pelo Santos. Em partida pelo clube contra o Coritiba, houve um diagnóstico inicial de edema na panturrilha; já em apresentação na Seleção, no dia 28 de maio, o médico Rodrigo Lasmar confirmou lesão de grau dois, que acabou tirando Neymar dos amistosos preparatórios e dos dois primeiros jogos da Copa do Mundo.
O retorno efetivo ao elenco e a entrada contra a Escócia foram acompanhados por relatos sobre condicionamento e ritmo, temas abordados pela comissão técnica nas últimas semanas. A movimentação e o tempo de jogo em quadros decisivos agora passam a integrar a avaliação do corpo técnico.
Para quem quiser acompanhar mais detalhes sobre o retorno do camisa 10 e a preparação da Seleção, o periódico registrou o episódio do retorno em texto específico sobre a volta do jogador à equipe. Há também levantamento sobre a trajetória de Neymar em Copas que complementa o registro desta marca histórica.
Leituras recomendadas: reportagem sobre o retorno à Seleção, levantamento sobre Neymar em Copas e nota sobre a relação do atleta para Brasil x Escócia.
Relevância e próximos passos
A marca de Neymar em Copas funciona também como termômetro para o seu papel na reta final do torneio. Com espaço reduzido nos minutos iniciais, a gestão do tempo de jogo pode ser determinante para seu desempenho a médio prazo no Mundial.
O camisa 10 mantém números expressivos pela Seleção em geral: além dos gols e partidas, são mais de 10 mil minutos em campo com a Amarelinha, segundo registros oficiais. Esses dados ajudam a dimensionar a longevidade da carreira do atacante em seleções e a comparar sua presença com nomes consagrados listados no ranking de jogos em Copas.
Em campo, a postagem de hoje reforça que Neymar em Copas já pertence ao mesmo patamar estatístico de grandes nomes, e a sequência de jogos nas fases decisivas ainda dirá se ele conseguirá avançar no ranking histórico.
Para acompanhar mais notícias e bastidores do esporte, siga o Guia Esportivo no Instagram.
3 visualizações



