A cada quatro anos a mesma rotina se repete: amigos se reencontram, malas são fechadas e a música segue junto. O grupo de Campinas transformou em ritual a união entre futebol e festa — e a samba e Copa virou a expressão que descreve esse encontro, presente desde a Copa da Alemanha, em 2006.
samba e Copa
O encontro começou inspirado pelos mais velhos do antigo Clube Irapuã, em Campinas, e se consolidou como tradição familiar. Em 2026, durante a Copa sediada pelos Estados Unidos, Canadá e México, são 18 amigos reunidos para mais uma edição. Entre partidas, o grupo faz rodas de samba em praças e pontos turísticos, atraindo brasileiros e estrangeiros e transformando a torcida em festa.
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Para César, um dos integrantes, a história é de laços que antecedem as viagens: “Nossos pais já eram amigos, então a gente cresceu junto. Sempre gostamos de futebol, sempre cantamos e sempre nos encontramos para tocar samba.” A experiência que o motivou a viajar para a primeira Copa foi nos Estados Unidos, em 1994, quando tinha 23 anos — memória que inspirou gerações seguintes do coletivo.
Ritual que se adapta
No início, o planejamento financeiro envolvia uma verdadeira poupança entre os participantes: cada um guardava um valor mensal para bancar a viagem a cada quatro anos. Com o tempo, a organização ficou mais simples, mas a intenção permaneceu intacta. Segundo relatos do grupo, a samba e Copa mantém o mesmo espírito: reencontro de amigos e celebração da seleção brasileira.
Além dos momentos de torcida, a presença do grupo passou a integrar ações mais organizadas. Nos últimos Mundiais, a parceria com o Movimento Verde Amarelo (MVA) aproximou os campineiros da estrutura dos eventos da torcida brasileira no exterior. Foi assim durante a Rússia e o Catar, e segue nesta edição.
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Em locais emblemáticos, como a Times Square, em Nova York, o grupo transforma encontros em pontos de convergência para torcedores de diferentes nacionalidades. A música aproxima tanto quanto o futebol: franceses, americanos e até pessoas de países do Oriente Médio já se juntaram às rodas do grupo, segundo relatos dos participantes.
Como a tradição se mantém
Há razões simples e práticas para a longevidade dessa tradição. Entre elas:
- Laços de amizade de longa data que resistem às mudanças pessoais e profissionais;
- Integração com movimentos organizados da torcida, que facilita a logística;
- Valorização do aspecto cultural do futebol, com o samba como elo entre torcedores;
- Capacidade de adaptação do grupo a diferentes ritmos de vida, permitindo que novos integrantes entrem e outros fiquem de fora temporariamente.
Alguns membros acompanham a seleção apenas até a fase de grupos; outros seguem até o fim da campanha. Independentemente da duração da viagem, o compromisso com a tradição permanece. A cada quatro anos, a samba e Copa renova-se como um evento de reencontro familiar e festivo.
Conexão com Campinas
O vínculo com Campinas continua presente mesmo quando o grupo está no exterior. Notícias locais e a cena esportiva da cidade acompanham essa trajetória: equipes e atletas da região seguem em destaque, e a cobertura local registra tanto contratações quanto resultados que interessam à comunidade.
Para quem quiser acompanhar outras pautas locais, há perfis sobre esportes de Campinas que trazem cobertura de clubes e atletas da cidade, como a oficialização de Douglas Souza pelo Campinas e as movimentações no time de vôlei com Jan Martínez. A rotina do futebol regional também aparece em análises de clubes como a Ponte Preta, que viveu momentos recentes de instabilidade na temporada (cobertura local).
O grupo de Campinas demonstra que, em um mundo de viagens individualizadas, ainda há espaço para tradições coletivas. A cada nova edição da Copa, a mistura de samba e torcida funciona como argumento para manter viva a relação entre amigos e família.
Por fim, para muitos participantes, a fórmula segue simples: amizade, música e futebol. A samba e Copa deixou de ser apenas uma ideia para se tornar compromisso — o apito inicial é frequentemente apenas o começo de uma grande roda que atravessa fronteiras.
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