Virgílio Queiroz, de 45 anos e morador de Caruaru, coleciona camisas desde 2020 e coleciona camisas históricas das seleções campeãs e vices da Copa do Mundo. O professor transformou a paixão por futebol em uma coleção que reúne peças raras, entre elas a camisa do Uruguai de 1930 e o uniforme do Brasil do tricampeonato de 1970.
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coleciona camisas: a coleção que nasceu na pandemia
Segundo Virgílio, a ideia de reunir camisas históricas ganhou força em 2020. “Sempre tive minhas camisas da Seleção, colecionava álbuns… Em 2020, durante a pandemia, quando pensei em realizar esse sonho”, relatou o colecionador. Desde então, ele coleciona camisas com foco em peças que marcaram decisões e momentos definitivos de Mundiais.
A coleção traz exemplares representativos de diferentes épocas — de 1930 até as conquistas mais recentes — e reflete não só o apreço pessoal por lembranças do futebol, mas também a memória coletiva ligada ao torneio. Entre as peças mencionadas está, de forma destacada, a camisa 10 do Brasil usada por Pelé em 1970, considerada a preferida do colecionador.
O que a coleção representa
A escolha das peças mostra como o colecionismo pode preservar histórias. Virgílio afirma que a camisa do Brasil de 1970 é a mais especial: “Embora não tenha vivido aquela época, a camisa mais especial é a do Brasil de 1970. Tenho a dez, do Pelé, que é o maior jogador de todos os tempos e esse também é considerado o maior time de todos os tempos.”
Além do valor afetivo, colecionar camisas exige cuidados com conservação, autenticidade e armazenamento. Entre os cuidados mais comuns estão controles de umidade, proteção contra luz direta e uso de materiais livres de ácido para acondicionamento das peças.
- Verificação de autenticidade por meio de etiquetas e documentação;
- Conservação em local arejado e sem luz solar direta;
- Manuseio com luvas ou mãos limpas para evitar manchas;
- Registro fotográfico e organização por edição ou competição.
O colecionismo também se insere em um circuito de trocas, eventos e comunidades de fãs, o que permite a quem coleciona camisas ampliar a rede de contatos e as possibilidades de aquisição de peças raras com procedência conhecida.
No aspecto regional, a coleção de Virgílio chama atenção em Caruaru e na região do Agreste, onde a relação com o futebol é muito forte. A iniciativa do professor contribui para manter viva a memória das seleções e para aproximar gerações em torno das histórias dos Mundiais.
Enquanto acompanha a Copa do Mundo atual, Virgílio e a família torcem pela seleção brasileira. A equipe entra em campo na quarta-feira, 24, contra a Escócia, a partir das 19h, e o colecionador pretende seguir registrando peças que remetam a novos capítulos do torneio.
No panorama mais amplo de cobertura da competição, há matérias que tratam de times e jogadores em ação — desde clubes que ajustam calendário durante a Copa, como em Mirassol volta a jogar antes da final da Copa do Mundo, até análises de desempenho individual, como a seleção do Cartola citando Mbappé como destaque. Atos administrativos também aparecem entre as pautas, com medidas da CBF relatadas em textos sobre a competição (ações da CBF durante a Copa), enquanto discursos mais contidos de atletas são abordados em reportagens como a de Haaland pedindo realismo.
Por que colecionar camisas faz sentido
Além do apreço pessoal, quem coleciona camisas geralmente busca preservar um pedaço da história do futebol. Uniformes são símbolos de identidade e cravam na memória coletiva momentos decisivos, títulos e ídolos. Para pesquisadores, historiadores do esporte e admiradores, uma camisa bem documentada é fonte primária sobre técnicas, patrocinadores e padrões de época.
Para quem deseja começar a montar uma coleção, especialistas recomendam pesquisar procedência, pedir notas ou certificados quando existirem, priorizar condicionamento físico das peças e integrar-se a comunidades especializadas que trocam informações sobre autênticidade e conservação.
O acervo de Virgílio é um exemplo de como memórias pessoais se entrelaçam com grandes narrativas do futebol. Sua rotina de cuidado e catalogação permite que as camisas continuem contando histórias, seja em exposições informais, trocas entre colecionadores ou simples encontros familiares para ver os uniformes.
Ao olhar para as peças, fica claro que o hábito de coleciona camisas ultrapassa o objeto físico: é uma forma de registrar e revisitar conquistas, rever ídolos e conectar diferentes gerações em torno de paixões comuns.
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