Arujá Vôlei anuncia novo técnico e inicia pré-temporada

Anderson Pereira apresentado no Arujá Vôlei
Anderson Pereira, ex-Araguari, assume o comando do Arujá Vôlei — Foto: Reprodução/Instagram/@brunocunha_foto

O Arujá Vôlei apresentou Anderson Pereira como novo técnico e começou a pré-temporada 2026/27 nesta segunda-feira (22), com reapresentação do elenco e foco inicial no trabalho físico. A decisão pela troca no comando foi confirmada pela gestora Elaine Nunes, que levou em conta a reformulação do planejamento esportivo do clube.

Arujá Vôlei: novo técnico e metas para 2026/27

A chegada de Anderson Pereira, de 31 anos, marca a primeira grande mudança na estrutura técnica do Arujá Vôlei para a próxima temporada. O treinador, que dirigiu o Araguari-MG na última Superliga B e participou da campanha vitoriosa do Monte Carmelo rumo à Superliga A em 2024/25, assume a missão de montar um time competitivo e ao mesmo tempo com forte trabalho de base.

Motivação da mudança

Segundo Elaine Nunes, gestora do projeto, a decisão foi tomada em comum acordo com o ex-técnico Willian Santa Maria. “Foi uma questão estratégica”, afirmou a dirigente, que destacou a intenção do clube de seguir com uma reestruturação que passa por mudança de sede e investimento na formação de atletas jovens.

Perfil do novo treinador

Anderson chega ao Arujá Vôlei com passagem recente por equipes que disputaram as divisões nacionais. No currículo, a condução de campanhas que resultaram em acesso e boas classificações em competições nacionais, além de experiência no trabalho com jogadores jovens — um ponto valorizado pela direção do clube.

Montagem do elenco e reforços

Além da troca no comando técnico, o Arujá Vôlei anunciou oito reforços que se juntam aos oito remanescentes do último elenco — quando a equipe ainda atuava como Mogi. A média de idade do grupo permanece em 21 anos, sinalizando a aposta clara em desenvolvimento de talentos. A lista de jogadores divulgada inclui:

  • Centrais: Pedro Ramalho (ex-Maringá), Bernardo Santos (remanescente), Gabriel Souza (remanescente), Frank Bastos (ex-Montes Claros) e Gustavo Siqueira (ex-Iacanga-SP)
  • Levantadores: Bernardo Monteiro (ex-CSM Bucaresti, Romênia) e Mathaus Wojtylla (ex-São José)
  • Líberos: Felipinho, Nathan Assis e Nathan Levy (remanescente)
  • Opostos: Mario Quesada (ex-São José) e Ralwan (remanescente)
  • Ponteiros: Arthur Maciel e Kaic Souza (remanescentes), Marcos Paulo (ex-Ferizjav, Kosovo) e Vinicius Santos (ex-Atlético Real)
Ponteiro Arthur Maciel remanescente do Arujá Vôlei
Ponteiro Arthur Maciel é um dos remanescentes do Arujá — Foto: Divulgação/Mogi Vôlei

Objetivos esportivos

O calendário do Arujá Vôlei prevê como prioridades a disputa do Campeonato Paulista, com início previsto para agosto, e a participação na Superliga B, cuja estreia costuma ocorrer no último trimestre do ano. Nesta primeira semana de trabalho os jogadores se concentrarão em atividades físicas; os treinos com bola começam na semana seguinte.

Para além da preparação técnica, a diretoria traça como metas o fortalecimento da base e a manutenção de um elenco jovem, capaz de crescer conjuntamente ao longo da temporada. A troca no comando técnico insere-se neste plano de formação e competitividade.

Contexto da competição e mercado

O movimento do Arujá Vôlei se insere num cenário maior de reorganização entre clubes das divisões inferiores e equipes regionais. Projetos locais têm buscado estrutura e resultados enquanto a Superliga B e as divisões de base ganham competição. Clubes da região e do país têm anunciado reforços e novas equipes: por exemplo, há relatos de movimentações e estreias em competições regionais — times como o Praia Clube seguem renovando elenco e incorporando experiência ao projeto, o que influencia a dinâmica de mercado nacional e a competitividade das divisões inferiores (Praia Clube renova com reforços).

Na esfera regional, iniciativas como a organização de grupos da Superliga masculina C e a criação de novas equipes também demonstram a vitalidade do calendário estatal e nacional. Cidades da Grande São Paulo e do interior têm sediado etapas e grupos de competição, ampliando oportunidades para clubes emergentes (Itaquaquecetuba sedia grupo da Superliga Masculina C).

Além disso, a formação de novas equipes reforça a base do vôlei nacional, com clubes femininos e masculinos entrando em competições oficiais e reformulando categorias de base (JF Vôlei cria time feminino e disputa Superliga C).

No âmbito dos clubes paulistas, a movimentação de atletas vindos de times como o Vôlei São José tem sido rotina nas janelas de transferências, com jogadores mudando de ares para buscar mais minutos e desenvolvimento (Johan Marengoni retorna ao Vôlei São José).

Fechamento

O Arujá Vôlei inicia uma nova etapa com Anderson Pereira no comando e um elenco que mescla juventude e experiência. A temporada 2026/27 será um teste para o projeto de reestruturação do clube, que aposta na formação e na sequência em competições estaduais e nacionais.

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