Volta Redonda e Haiti duelaram em amistoso esquecido há 26 anos

Jogadores do Volta Redonda e Haiti no Raulino de Oliveira — Volta Redonda e Haiti
Elenco do Volta Redonda na temporada 2000 — Foto: Reprodução/voltacopedia

Volta Redonda e Haiti protagonizaram um episódio pouco lembrado do futebol do Sul do Rio: em 22 de janeiro de 2000, as duas seleções se enfrentaram em amistoso no Estádio Raulino de Oliveira, partida que se manteve praticamente esquecida até ser resgatada por arquivos e memória de ex-atletas.

Volta Redonda e Haiti: o jogo e a memória

O registro do amistoso apareceu inicialmente na “voltacopedia”, blog do historiador Diogo de Oliveira Paula, responsável por levantar detalhes da trajetória do Volta Redonda. Segundo as anotações do blog, o Voltaço venceu por 2 a 1, com gols de Itamar e Alex. A lembrança do confronto se sustentou, ainda que de forma tênue, na memória do ex-meia Dé, formado na base do clube na década de 1990.

O contexto da visita do Haiti ao Brasil foi incomum: a seleção havia participado de um torneio amistoso em Cotia, a Taça Constantino Cury, na qual disputou partidas contra equipes como São Paulo e Avaí, além do então Uralan Elista da Rússia. Ainda de acordo com levantamentos históricos e estatísticos da época, incluindo registros da RSSSF, a passagem dos haitianos pelo país incluiu derrotas no torneio e a sequência de jogos no Rio de Janeiro contra clubes locais, entre eles Madureira e Volta Redonda.

Haiti contra os Estados Unidos pela Gold Cup 2000
Haiti x EUA pela Gold Cup 2000 — Foto: Reprodução/Youtube

No registro do Volta Redonda, o nome dos artilheiros — Itamar e Alex — aparece como prova de que o confronto foi oficializado como amistoso preparatório. O jogo, porém, não entrou de forma consolidada na memória coletiva: ao procurar ex-atletas do elenco daquela temporada, poucos se recordaram do duelo, enquanto outros confirmaram apenas fragmentos, como a presença da seleção haitiana no Raulino de Oliveira.

Por que o Haiti veio ao Brasil?

As visitas internacionais para amistosos e torneios de preparação são comuns quando seleções buscam ritmo, testes táticos e até oportunidades de contato com técnicos e dirigentes. No caso do Haiti, a passagem pelo Brasil em janeiro de 2000 serviu para cumprir calendário e também para preparar o time para competições regionais, como a Gold Cup, evento de referência da CONCACAF.

Na época, circulou a informação de que a delegação haitiana avaliava a possibilidade de contratar um treinador brasileiro para a preparação visando as eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. A tentativa não se concretizou; o país só voltaria a se classificar para um Mundial em 2026.

Volta Redonda e Haiti: detalhes do amistoso

O encontro no Raulino de Oliveira foi, conforme os registros encontrados, uma partida curta em sua lembrança pública, mas cheia de detalhes relevantes para a história local. Entre os pontos confirmados estão:

  • Data: 22 de janeiro de 2000;
  • Local: Estádio Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ);
  • Resultado: Volta Redonda 2 x 1 Haiti, com gols de Itamar e Alex;
  • Fonte de pesquisa: voltacopedia e registros estatísticos da época.

A preservação dessa memória é especialmente importante para clubes de menor expressão nacional, como o Volta Redonda, que usam esses arquivos para construir identidade histórica e contato com torcedores mais antigos.

Escalação do Haiti na Gold Cup 2000
Escalação do Haiti para enfrentar os Estados Unidos pela Gold Cup 2000 — Foto: Reprodução/Youtube

Para leitores que acompanham o Volta Redonda nos dias atuais, esses resgates ajudam a traçar uma linha entre gerações. Notícias recentes sobre o clube, como relatos de temporadas e movimentações de atletas, mostram que o Voltaço segue ativo em competições nacionais e regionais — em matérias sobre o time, destaque para atuações e negociações de jogadores ao longo das últimas temporadas, como acompanhadas em reportagens sobre Ygor Catatau e movimentações de atletas em veículos especializados, por exemplo em casos de empréstimos e saídas do clube com repercussão local, como o texto sobre MV Volta Redonda.

Já do lado haitiano, jogadores como Ricardo Adé ganharam destaque ao longo dos anos por confrontos que envolveram clubes brasileiros e a seleção, um traço que aproxima a história recente do Haiti com o futebol do país. Confira cobertura sobre um desses zagueiros com passagens marcantes em reportagens internacionais: Ricardo Adé, zagueiro do Haiti.

O reencontro jornalístico também se manifesta em análises táticas e escalações quando seleções se cruzam novamente em competições maiores. Para quem pensa na próxima fase e nos duelos entre Brasil e Haiti, há textos que projetam formações e possíveis estratégias, como a matéria Você Escala: monte o time ideal do Brasil contra o Haiti, que traz reflexão sobre confrontos contemporâneos entre as equipes.

Fechamento

O amistoso entre Volta Redonda e Haiti é mais do que uma linha em um arquivo: é um exemplo de como memórias esportivas podem desaparecer sem o trabalho de historiadores, ex-jogadores e colecionadores. A partida de 22 de janeiro de 2000 ganhou nova vida graças a registros e ao resgate de quem viveu a época, e volta à pauta agora pela proximidade entre Brasil e Haiti na Copa do Mundo de 2026.

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