As Rodas traseiras Ferrari foram o elemento-chave por trás da vitória de Lewis Hamilton no GP de Barcelona, segundo análise técnica da equipe. A novidade — desenvolvida em parceria com a BBS Japan e mantida em silêncio pela própria Ferrari — reduziu o aquecimento dos pneus e permitiu um desgaste menor dos compostos no asfalto abrasivo do Circuit de Barcelona-Catalunya.
Rodas traseiras Ferrari: como funcionam e por que fizeram diferença
O principal desafio que a Ferrari encarou em Barcelona foi controlar a transferência de calor entre o sistema de freio e o pneu. Com 31°C de temperatura ambiente e cerca de 52°C na pista durante o fim de semana, a gestão térmica tornou-se determinante. As Rodas traseiras Ferrari apresentaram um conjunto de soluções: cubos com duas paredes de fibra de carbono que criam uma cavidade de ar fresco e entradas de ventilação independentes da pinça e do disco, além de uma roda de magnésio com desenho voltado à dissipação térmica.
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O que diz o regulamento e a solução adotada
O regulamento técnico impede que o ar saia diretamente dos tambores de freio ou da roda para resfriar o pneu. A resposta da Ferrari foi técnica e dentro das normas: isolar o calor gerado pelo conjunto de freio para que a irradiação não chegue ao composto. O trabalho conjunto entre a equipe técnica chefiada por Loïc Serra — com passagem anterior pela Mercedes e formação na Michelin — e a BBS Japan resultou em um projeto que limita a transmissão de temperatura por condução e melhora a circulação de ar frio na região traseira.
Atualizações oficiais e a peça não listada
No documento obrigatório de atualizações entregue à FIA, a Ferrari listou oito alterações: três na asa dianteira, duas no assoalho, uma no sidepod e duas no difusor. A peça mais sensível, porém, não constava no relatório: as Rodas traseiras Ferrari, que foram preservadas como segredo até a aplicação prática em Barcelona.
- Três alterações na asa dianteira
- Duas modificações no assoalho
- Nova peça no sidepod
- Duas mudanças no difusor
- Desenvolvimento discreto nas rodas traseiras (não listado publicamente)
O balanço dos itens foi decisivo para a estratégia: com menos degradação dos pneus, a equipe pôde escolher um plano de corrida que aproveitasse o potencial aerodinâmico e mecânico do SF-26, ainda com um motor que a equipe considera com margem a melhorar via ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), previsto para a Áustria.
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Contexto técnico e impacto na estratégia
O SF-26 é descrito internamente como o carro com melhor acerto aerodinâmico e mecânico da temporada, sob o comando técnico de Loïc Serra. Ainda que a potência do motor seja apontada como área a evoluir, a melhoria na gestão térmica dos pneus provocada pelas Rodas traseiras Ferrari permitiu uma leitura de corrida menos conservadora. Isso influenciou diretamente a decisão da equipe em manter ou alterar janelas de parada, culminando na estratégia que permitiu a Hamilton explorar o ritmo até o fim.
Além do ganho direto no desgaste, a solução das rodas também reduziu as incertezas sobre bolhas e sobreaquecimento que afetam a performance nas voltas finais. Em pistas com asfalto abrasivo e altas temperaturas, a margem de erro diminuiu sensivelmente quando a transferência de calor é controlada.
Para acompanhar a cobertura da corrida e os desdobramentos, há relatos e análises complementares sobre a vitória e o papel da equipe técnica no site do Guia Esportivo: análise da vitória de Hamilton, além de levantamento sobre a reação da imprensa europeia na cobertura internacional. O desempenho também reacendeu debates sobre a trajetória de Hamilton na equipe, com comentários de figuras do paddock em texto sobre sua adaptação e recuperação citados na imprensa técnica.
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O que muda para o restante da temporada
A adoção das Rodas traseiras Ferrari em Barcelona pode inaugurar uma nova fase de desenvolvimento para o SF-26. A equipe já sinalizou que outras atualizações estão no pipeline, com entrega de pacotes via ADUO nas próximas etapas. A combinação de aerodinâmica refinada, acerto mecânico e agora melhor controle térmico dos pneus coloca a Ferrari em posição mais competitiva nas corridas em pistas quentes e abrasivas.
Resta saber se a solução será tão eficiente em circuitos de características diferentes — trecho com baixas temperaturas, pistas com menos abrasividade ou etapas urbanas — e como os rivais responderão. O trabalho mostra, no entanto, uma mudança de postura técnica mais coesa sob a gestão do diretor de equipe Frédéric Vasseur e do grupo técnico liderado por Serra.
Em termos práticos, o efeito imediato foi mensurável na estratégia de Barcelona: menor degradação, janelas de parada mais claras e um carro capaz de sustentar ritmo consistente nas voltas finais, fatores que, combinados, resultaram na vitória histórica de Hamilton pela Ferrari.
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Fechamento: As Rodas traseiras Ferrari deixaram de ser um detalhe para virar diferencial competitivo em Barcelona. Se serão determinantes para acabar com o jejum de títulos da Ferrari, isso ainda depende de várias frentes — motor, corrida por corrida e atualização por atualização —, mas a equipe demonstrou capacidade de entregar soluções técnicas que fazem diferença na pista.
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