O Caso Scudi terá um novo julgamento marcado para 16 de julho, na 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, segundo determinação da Justiça. A decisão reinicia o processo contra três homens que foram absolvidos em 2021, e reacende a expectativa da família de Pedro Scudieri por uma análise completa dos fatos.
Caso Scudi: novo júri em 30 dias
A anulação do júri anterior, confirmada por instâncias superiores, ocorreu porque, na avaliação do tribunal, houve irregularidade no procedimento: representantes da vítima não teriam sido devidamente incluídos no julgamento que resultou em absolvição por “insuficiência de provas”. Em recurso ao Superior Tribunal de Justiça, a defesa pediu a manutenção da sentença anterior, mas o pedido foi negado e o processo retornou à fase de instrução.
O que está marcado
O novo júri está agendado para 16 de julho e envolve os três homens que haviam sido absolvidos: Diego Augusto Carvalho Ribeiro, Diogo Gabriel de Souza e João Victor Correia Giffoni Hygino. Um quarto acusado, citado na denúncia original, segue foragido e não participa desta fase processual.
Posição da família
Em contato com o ge, a mãe de Pedro, Marilene Scudieri, falou da sensação de desgaste após quase uma década de tramitação: “Depois de quase 10 anos, parece que a Justiça está muito lenta. Já houve um julgamento anterior, que a vítima foi excluída do processo, a família foi excluída do processo, isso trouxe uma sensação de injustiça. A gente espera que eles (acusados) sejam condenados, porque até o momento, o único condenado foi o Scudi.” A fala foi registrada na cobertura original do caso.
Relembre o caso
No dia 5 de fevereiro de 2017, Pedro Lucas Scudieri e amigos retornavam ao ponto de dispersão das torcidas organizadas do Fluminense após atividades com materiais do grupo. Segundo a denúncia do Ministério Público, membros de uma torcida organizada do Vasco tentaram interceptar veículos e, sem sucesso, agrediram Scudi quando ele aguardava ônibus. Três homens chegaram a ser presos pela Polícia Civil e são acusados de tentativa de homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, impossibilidade de defesa e forma cruel.
Desde então, o processo passou por várias fases: prisão, denúncia, júri, absolvição e, posteriormente, a decisão de anular o julgamento que havia absolvido os três réus. Esse histórico explica a retomada do processo e a nova programção de júri, que voltará a analisar as provas e depoimentos reunidos pela investigação.
Implicações e panorama jurídico
O desfecho do Caso Scudi terá impacto direto na avaliação de como procedimentos jurídicos envolvendo vítimas e familiares são conduzidos em julgamentos de grande repercussão. A ausência de representantes da vítima em atos processuais é um ponto sensível que, no entendimento do tribunal, comprometeu a validade da sessão anterior.
- Data do fato: 5 de fevereiro de 2017;
- Denúncia: tentativa de homicídio triplamente qualificado;
- Júri anterior: absolvição por insuficiência de provas (2021);
- Recurso ao STJ: negado, com determinação para novo julgamento.
No tocante às partes processuais, o Ministério Público segue responsável pela acusação e a defesa dos réus utilizou os meios recursais previstos em lei até as últimas decisões que determinaram a repetição do júri.
Repercussão no clube e no torcedor
O episódio tem repercussão entre torcedores e no noticiário de clubes, pois envolve integrantes de torcidas organizadas e uma vítima associada ao Fluminense. Para contextualizar a presença e a mobilização dos torcedores em torno do clube, matérias sobre movimentações e jogos, como as relacionadas ao Fluminense-PI e a movimentação de atletas, continuam sendo publicadas pelo portal local. Entre reportagens recentes, há pautas sobre ingresso e logística para partidas e movimentações internas do elenco, como o empréstimo de Davi Melo e reportagens de bastidores.
Leia também sobre logística de partidas do clube e movimentações de atletas: ingressos para Fluminense-PI x América-RN, empréstimo de Davi Melo e a reportagem sobre hobbies de jogadores em Martinelli pescaria.
O Caso Scudi permanece como um dos processos mais simbólicos sobre violência envolvendo torcidas organizadas no Rio de Janeiro, sobretudo pela duração e pelas decisões judiciais que levaram à repetição do júri.
Antes do novo julgamento, as partes ainda poderão apresentar alegações, requerer diligências ou mesmo recorrer de decisões interlocutórias, conforme o rito penal. A audiência na 4ª Vara Criminal será um momento-chave para que a Justiça reavalie as provas e depoimentos colhidos ao longo do procedimento.
Fechamento
Com o novo júri marcado para 16 de julho, familiares e parte da opinião pública acompanham o processo com expectativa por uma decisão que traga clareza aos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos. O caso seguirá sendo acompanhado pela cobertura especializada.
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