Néstor Lorenzo estreia como técnico em uma Copa do Mundo na partida da Colômbia contra o Uzbequistão, no Estádio Azteca, e chega ao torneio com um currículo como jogador e treinador que inclui presença na final de 1990 e trabalhos de destaque como auxiliar de José Pékerman.
Néstor Lorenzo: trajetória e números
Néstor Lorenzo, nascido em Buenos Aires em 1966, construiu carreira como zagueiro em clubes da Argentina (Argentinos Juniors, San Lorenzo, Banfield, Ferro Carril Oeste, Boca Juniors e Quilmes) e teve passagens pela Europa, no Bari e no Swindon Town. Como atleta, participou da Copa do Mundo de 1990 e entrou para a partida final contra a Alemanha Ocidental, na qual a Argentina foi derrotada por 1 a 0.
Depois de encerrar a carreira nos gramados, Lorenzo tornou-se auxiliar de José Pékerman por quase duas décadas, acompanhando processos nas seleções de base e nas campanhas da Colômbia nas Copas de 2014 e 2018. A transição para treinador principal ocorreu em 2021, quando assumiu o Melgar, do Peru, onde conquistou o Torneio Apertura em 2022 e levou o clube às semifinais da Copa Sul-Americana.
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Do banco de auxiliar ao comando da seleção
Em 2022 a federação colombiana apostou em Lorenzo para substituir Reinaldo Rueda. O trabalho rendeu resultados imediatos na sequência: a Colômbia voltou a disputar uma Copa do Mundo após ficar fora do Mundial de 2022 e chegou à final da Copa América de 2024, perdendo para a Argentina na prorrogação. Sob sua direção, a seleção somou mais de 80% de aproveitamento e uma sequência de 28 jogos invictos até a decisão continental.
No comando da equipe, Lorenzo priorizou uma proposta com iniciativa e organização. A campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas terminou em terceiro lugar, à frente do Brasil (5º), garantindo a vaga direta para o Mundial.
Estreia no Azteca e expectativa
A estreia frente ao Uzbequistão, marcada para o Estádio Azteca, na Cidade do México, terá transmissão da TV Globo, sportv e ge tv. O Grupo K ainda conta com Portugal e RD Congo, e a Colômbia chega com ambição renovada sob o comando de Lorenzo, que afirmou: “Agora, sou eu que tomo as decisões, e isso é uma responsabilidade muito grande. […] Eu creio que a Colômbia pode chegar longe. Aspiramos chegar ao último dia, à final.”
A preparação do elenco também foi tema de reportagens locais; detalhes sobre atletas e a chegada da equipe ao México foram cobertos com destaque, inclusive sobre nomes que podem se destacar na estreia, como registra a matéria sobre Jhon Arias.
Principais marcos da carreira de Lorenzo
- Jogador: presença na final da Copa do Mundo de 1990 com a Argentina.
- Auxiliar: parceiro de José Pékerman nas Copas de 2014 e 2018 pela Colômbia.
- Técnico: início como comandante em 2021 no Melgar; título do Apertura em 2022 e semifinal da Sul-Americana.
- Seleção: mais de 80% de aproveitamento, 28 jogos invictos e vaga direta para a Copa do Mundo 2026.
Para uma análise tática mais detalhada da seleção sob sua liderança, há levantamentos que destacam a intensidade e o papel de jogadores-chave na proposta de Lorenzo, como nesta análise tática da Colômbia.
Legado e percepção pública
Néstor Lorenzo chegou ao comando com a experiência de quem viveu o futebol por dentro — como atleta que entrou em uma final de Copa e como técnico que soube montar equipes competitivas. A convicção tática e a relação com os jogadores foram pontos que convenceram a federação a confiar a ele a vaga de treinador principal.
Além do trabalho em campo, a preparação da delegação e a ambientação no México ganharam atenção da mídia; registros da concentração e do clima entre os atletas foram tema de outra cobertura local sobre a Colômbia, que mostrou momentos de descontração com líderes do elenco (reportagem sobre James e Luis Díaz).
O que observar na Copa
Nos próximos jogos, vale acompanhar como Lorenzo ajustará a equipe diante de adversários com perfis distintos no grupo. A experiência acumulada como auxiliar em grandes competições e a construção recente como treinador principal colocam expectativas sobre o estilo de jogo e a capacidade de gestão em decisões cruciais.
Em campo, a Colômbia tenta combinar solidez defensiva com transição rápida ao ataque; fora dele, Lorenzo precisa administrar desgaste, lesões e expectativas de uma torcida que vê na seleção chance de apagar a ausência do Mundial anterior.
Em suas palavras: “É muito mais fácil ganhar jogando um bom futebol, de proposta e iniciativa. Trato de armar as equipes nesse sentido. Não sentaria no banco de uma equipe se não penso em ganhar.”
Fechando o panorama, Néstor Lorenzo será observado não apenas pela lembrança da final de 1990 ao lado de Diego Maradona, mas pela capacidade de transformar números em resultados durante a Copa do Mundo.
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