A RD Congo faz sua segunda participação na Copa do Mundo nesta quarta-feira, às 14h (de Brasília), quando enfrenta Portugal em Houston, nos Estados Unidos. A convocação recorda episódios históricos e uma qualificação marcada por vitórias dramáticas contra seleções tradicionais.
RD Congo: história dos cinco nomes
O país que hoje compete como RD Congo teve diversos nomes ao longo da história: Estado Livre do Congo, Congo Belga, República do Congo, República Democrática do Congo e República do Zaire. Cada mudança formal acompanhou fases distintas — do colonialismo à independência, passando por regimes autoritários que remodelaram símbolos nacionais.
As cinco denominações
- Estado Livre do Congo (1885-1908)
- Congo Belga (1908-1960)
- República do Congo (1960-1964)
- República Democrática do Congo (1964-1971; 1997-hoje)
- República do Zaire (1971-1997)
O capítulo mais sombrio da história do território ocorreu durante o domínio do Estado Livre do Congo, quando houve relatos de violência extrema na exploração de borracha e recursos. Posteriormente, sob a administração belga e, mais tarde, com regimes locais, o país passou por profundas transformações políticas e simbólicas, incluindo a política de “Authenticité” do ditador Mobutu, que adotou o nome Zaire em 1971.
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Da estreia em 1974 à ameaça de Mobutu
A primeira participação no Mundial foi em 1974, quando a seleção competiu como Zaire e foi eliminada na fase de grupos após perder os três jogos e sofrer 14 gols. Antes da última rodada, o ditador Mobutu enviou guardas presidenciais para pressionar os jogadores, ameaçando consequências severas caso o time sofresse uma derrota por quatro ou mais gols diante do Brasil.
Na partida contra o Brasil, com o placar em 3 a 0 no segundo tempo, o zagueiro Mwepu Ilunga afastou a bola antes de uma cobrança de falta de Rivellino. Por muitos anos o lance foi interpretado como falta de entendimento das regras; mais tarde, Ilunga e historiadores explicaram que o gesto foi uma forma de ganhar tempo e evitar um resultado ainda mais elástico, diante do temor real de represálias políticas.
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Classificação e grupo em 2026
Para chegar à Copa de 2026, a seleção voltou a surpreender: o time do técnico francês Sébastien Desabre eliminou Camarões nos acréscimos, bateu a Nigéria nos pênaltis na repescagem africana e superou a Jamaica na prorrogação na repescagem mundial. No Grupo K, a RD Congo terá pela frente Portugal, Colômbia e Uzbequistão — um estrato com adversários de estilos e experiências distintas.
O contexto do torneio e os horários das partidas estão sendo acompanhados intensamente; para checar a programação do dia de jogos, o Guia Esportivo publica atualização diária sobre os jogos e transmissões, que pode ser conferida na página de cobertura do torneio.
Do lado de Portugal, a expectativa também é grande por causa da experiência do elenco e de nomes que marcam trajetória no torneio, como descrito na cobertura sobre Cristiano Ronaldo e a seleção portuguesa.
Elenco e nomes para observar
A RD Congo não chega com um plantel estrelado como algumas seleções africanas, mas aposta em jogadores que atuam nas principais ligas europeias. O nome mais conhecido é Yoane Wissa, atacante que defende o Newcastle e viveu sua melhor fase pelo Brentford em 2024/2025, com 20 gols e quatro assistências em 39 jogos.
Cédric Bakambu segue como referência ofensiva: com passagens por clubes como Villarreal, Olympique de Marseille e Galatasaray, o centroavante de 35 anos defende hoje o Real Betis e foi responsável por quatro gols em 25 partidas na última temporada. Entre as promessas, Ngal’ayel Mukau, meia de 21 anos do Lille, figura como talento a ser observado e já despertou interesse de grandes clubes.
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O que esperar na estreia
Contra Portugal, a partida em Houston será um teste de maturidade para a RD Congo: enfrentar uma seleção europeia de alto nível exigirá organização defensiva e aproveitamento das transições ofensivas. A atuação dos atacantes, sobretudo de Wissa e Bakambu, será crucial para qualquer resultado positivo.
Para contexto sobre as partidas do dia e o calendário do torneio, acompanhe a agenda de jogos publicada pelo Guia Esportivo, que traz informações sobre horários e transmissões.
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Fechamento: a estreia da RD Congo mistura história e expectativa. Do trauma de 1974 ao presente, a equipe busca escrever um novo capítulo no cenário mundial, mostrando evolução tática e individualidades que podem surpreender no Grupo K.
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