Messi expulso? A dúvida sobre a necessidade de cartão vermelho para Lionel Messi dominou a discussão após a vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, em Kansas City, partida que abriu o Grupo J da Copa do Mundo de 2026. No lance, aos 30 minutos do primeiro tempo, Messi atingiu com a sola a panturrilha do zagueiro Mandi; a arbitragem marcou falta, não aplicou cartão e o VAR não foi acionado.
Messi expulso? Avaliação de PC Oliveira sobre o lance
O comentarista de arbitragem PC Oliveira, dos canais Globo, considerou que o episódio não configurou infração passível de expulsão. Segundo ele, a entrada foi temerária — ou seja, sem consideração adequada ao risco — e, pela interpretação das regras, deveria resultar em cartão amarelo, não em vermelho. O árbitro polonês Szymon Marciniak marcou apenas falta e optou por não punir o jogador com nenhum cartão.
Contexto do jogo e repercussão
Além da polêmica arbitragem, a partida ganhou destaque pelo desempenho de Messi: com três gols, o craque igualou Miroslav Klose como maior artilheiro da história das Copas do Mundo e chegou a 16 gols no torneio. O hat-trick levantou elogios e repercussão internacional; a sequência de reações está registrada em matérias que destacam a atuação e a liderança do jogador e da seleção — entre elas, há textos que cobrem o hat-trick e a reação do técnico Scaloni sobre os elogios recebidos e a avaliação da comissão técnica exaltando Messi após o jogo.
O lance em detalhes
Aos 30 minutos do primeiro tempo, Messi errou um passe no campo de ataque e Mandi ficou com a bola. O zagueiro argelino tentou proteger e arrancar com a posse quando recebeu a entrada do camisa 10 argentino: com o pé esquerdo, Messi golpeou a panturrilha direita de Mandi. O defensor sentiu dores, pediu expulsão e mostrou irritação quando a partida foi reiniciada sem consulta ao VAR.
Regra e interpretação: por que não houve vermelho
Para entender a decisão, é preciso distinguir entre dois conceitos da Lei do Jogo: intensidade da ação e uso de força excessiva. PC Oliveira classificou a entrada como de “intensidade média” e enfatizou que não houve força excessiva suficiente para caracterizar como jogo brusco grave — condição que exige cartão vermelho. Seguem pontos que pesaram na avaliação:
- Ação considerada temerária, justificando amarelo;
- Ausência de força desproporcional no contato;
- Não houve indício de intenção deliberada de lesionar;
- Decisão do árbitro de campo e da equipe de vídeo em não intervir.
Esses critérios explicam por que, segundo o comentarista, a expulsão não seria a medida correta, ainda que o lance tenha causado dor ao adversário e gerado reclamações imediatas da equipe argelina.
VAR e a controvérsia sobre a revisão
O fato de o VAR não ter sido acionado aumentou a insatisfação dos argelinos. Em jogos de alto nível, os recursos de vídeo costumam ser usados para avaliar potenciais expulsões e incidentes com risco de lesão. No caso em questão, a equipe de arbitragem interpretou que o lance não atendia ao limiar para revisão que alterasse a punição.
Do ponto de vista prático, a não intervenção do VAR consolidou a decisão de campo e manteve a partida em andamento, sem acréscimo disciplinar.
Impacto esportivo e desdobramentos
Apesar da polêmica sobre se Messi expulso seria justificável, o fato-chave do jogo foi a vitória da Argentina por 3 a 0 e o recorde alcançado pelo atacante. A atuação de Messi, com hat-trick e liderança em campo, foi tema de análises que comparam seu desempenho histórico e a marca conquistada na competição — há um levantamento sobre os gols em Copas que contextualiza o feito sobre o histórico de artilheiros.
Para a Argélia, a reclamação formal pela expulsão não prosperou dentro do jogo; o episódio, contudo, alimenta o debate sobre critérios disciplinares e o papel do VAR em lances de contato físico que ocorrem com frequência nas áreas de pressão ofensiva.
Na avaliação pública e midiática, situações como esta costumam gerar posições divididas entre quem entende a atitude como passível de punição severa e quem vê a interpretação como permissiva. O comentário técnico de PC Oliveira ofereceu um elemento de referência para árbitros, treinadores e torcedores sobre como classificar incidentes semelhantes.
Fechando a análise, fica claro que a dúvida “Messi expulso?” segue sendo tema de debate: a regra e a interpretação do vídeo definiram o desfecho dentro de campo, enquanto a discussão continua fora dele, nas redes e nas mesas de análise esportiva.
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