Noruega usa coletes de resfriamento durante pausa na Copa do Mundo

Jogadores da Noruega com coletes de resfriamento durante a pausa de hidratação
Noruega usa colete de resfriamento na parada de hidratação — Foto: Brian Snyder / Reuters

A seleção da Noruega usou coletes de resfriamento durante a pausa para hidratação no jogo contra o Iraque, na Copa do Mundo, no Estádio de Boston — uma medida adotada aos 23 minutos do primeiro tempo, quando o árbitro interrompeu a partida por três minutos. O uso de coletes de resfriamento teve como objetivo reduzir a temperatura corporal dos atletas diante do calor dos Estados Unidos.

Uso de coletes de resfriamento em partidas da Copa do Mundo

O registro da troca de materiais de refrigeração aconteceu durante a paralisação regulamentar de reidratação e chamou atenção por mostrar como seleções de países nórdicos, pouco habituadas a altas temperaturas, estão se adaptando aos desafios climáticos do torneio. A medida faz parte de um pacote de cuidados adotados pela equipe: testes diários de hidratação via análise de urina e um regime controlado de micção para monitorar o equilíbrio hídrico dos jogadores.

Jogadores da Noruega com coletes de resfriamento durante a pausa
Jogadores da Noruega usam colete de resfriamento contra o Iraque — Foto: Brian Snyder / Reuters

Segundo a equipe médica da Noruega, o objetivo é diminuir o risco de estresse térmico e manter o desempenho físico durante a partida. Durante os treinos de preparação, relatados pela comissão técnica, os atletas chegaram a treinar sob forte calor e em alguns momentos até tiraram as camisas para tentar reduzir o desconforto. Essas ações, aliadas ao uso de coletes, compõem a estratégia preventiva adotada pela delegação.

Protocolo da Fifa e medidas adotadas

Pelo protocolo da Fifa, todas as partidas da Copa do Mundo preveem pausas de três minutos para reidratação na metade de cada um dos tempos, independentemente do horário ou da condição climática. No caso do jogo em Boston, a pausa ocorreu aos 23 minutos do primeiro tempo e vários jogadores aproveitaram para vestir os coletes de resfriamento durante os três minutos de paralisação.

Além do recurso visível no gramado, as delegações têm recorrido a rotinas de avaliação que incluem:

  • testes diários de urina para monitorar o nível de hidratação;
  • regimes de micção controlados para gerenciar o equilíbrio hídrico;
  • treinos com adaptação ao calor nos dias que antecederam a estreia.

Essas medidas foram mencionadas pela comissão de saúde da seleção norueguesa durante a preparação e são parte de uma abordagem mais ampla para mitigar os efeitos do calor em atletas pouco acostumados a temperaturas elevadas.

Jogador da Noruega com colete de resfriamento durante pausa
Jogador da Noruega usa colete de resfriamento durante a parada de hidratação — Foto: Brian Snyder / Reuters

O uso de coletes de resfriamento é uma das alternativas rápidas para baixar a temperatura superficial do corpo. Esses coletes funcionam como complemento às pausas regulamentares e à reposição hídrica, oferecendo alívio imediato entre segmentos de jogo. Em torneios de alto nível, pequenas margens de conforto físico podem influenciar o rendimento e reduzir o risco de problemas relacionados ao calor.

Em paralelo às medidas adotadas pela Noruega, outros aspectos logísticos também ganharam atenção durante a Copa. A organização dos eventos e o comportamento das torcidas em cidades-sede têm motivado decisões de segurança e operação. Para mais reportagens sobre decisões e desdobramentos do torneio, a cobertura do evento inclui matérias sobre vistos e ações de segurança e operações em diferentes países participantes, como no caso do Irã e de medidas adotadas em cidades-sede.

Leituras relacionadas: visto de Torabi renovado; Irã segue na Copa do Mundo, Canadá intensifica proibição de drones na Copa do Mundo e recuperação de Pulisic e presença confirmada na Copa.

O episódio em Boston demonstra como a combinação de protocolos internacionais e práticas de preparação específicas de cada seleção se articula em um torneio que reúne países com realidades climáticas distintas. Para a Noruega, acostumada a verões mais amenos, o desafio do calor exige atenção redobrada da equipe médica e técnica.

Além do foco no curto prazo — a readequação durante a partida —, a preparação envolve monitoramento constante. A rotina de testes e o controle hídrico visam garantir que os atletas se mantenham dentro de parâmetros seguros de desempenho e recuperação, minimizando efeitos adversos que podem comprometer a sequência do torneio.

Em campo, a adoção de coletes de resfriamento foi um recurso pontual, aplicado durante a parada regulamentar de três minutos. A prática, alinhada ao protocolo da Fifa, evidencia a atenção às condições ambientais e ao bem-estar dos jogadores.

Para acompanhar mais conteúdos sobre o torneio, as medidas adotadas pelas seleções e atualizações em tempo real, siga o Guia Esportivo no Instagram.

A adoção de coletes de resfriamento pela Noruega serve como exemplo de como equipes de países de clima ameno se adaptam a desafios de temperatura em competições globais.

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