A Lei 9º.980/2026, sancionada nesta segunda-feira, institui a Política Estadual de Fomento ao futebol feminino e foi publicada no Diário Oficial do Estado. O texto prevê ações de incentivo a projetos, equipes e competições, além de medidas de apoio à formação técnica e educacional de atletas e profissionais ligadas à modalidade.
Impactos da lei no futebol feminino
Aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese) e sancionada pelo governador Fábio Mitideri, a nova legislação busca promover igualdade de gênero no esporte e ampliar a presença de mulheres em todas as funções do futebol. Entre os objetivos declarados estão a inclusão social, a valorização da carreira esportiva feminina e a redução de barreiras estruturais que limitam o acesso de meninas e mulheres ao esporte.
O texto da lei traz medidas práticas para entidades e para o poder público. Estão previstas, por exemplo, prioridades no acesso a linhas de crédito específicas para investimentos em infraestrutura e contratação de profissionais, apoio por meio de convênios com órgãos estaduais, cessão de espaços públicos para atividades e a possibilidade de emendas parlamentares direcionadas à modalidade.
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O governo também institui um Selo de Qualidade no Futebol Feminino, com validade de dois anos e critérios voltados à gestão e transparência das entidades. Organizações que obtenham o selo poderão ter vantagens ao pleitear apoio público e acesso a programas de fomento. Além disso, a lei cria o Dia Estadual do Futebol Feminino, a ser comemorado em 19 de fevereiro, com objetivos simbólicos e de mobilização.
Ações previstas e público-alvo
Entre as ações descritas na lei estão:
- Incentivo à criação e manutenção de equipes e competições;
- Apoio à formação técnica de atletas, treinadoras, árbitras e demais profissionais;
- Promoção de campanhas de valorização da modalidade e combate à discriminação;
- Articulação com unidades de ensino para inserção do futebol feminino em projetos pedagógicos.
As iniciativas alcançam desde clubes e associações locais até escolas públicas estaduais, que poderão integrar atividades esportivas e competições em seus projetos pedagógicos, fortalecendo a base de formação e ampliando o número de praticantes.
No âmbito competitivo, a nova política pode trazer mais regularidade e suporte para competições regionais, o que beneficia clubes e jogadoras do estado e contribui para a sustentabilidade das equipes. Para entender como se articula o calendário e a participação dos clubes de Sergipe em torneios nacionais, há referências locais como a definição de datas da CBF para fases decisivas — um exemplo de como calendários e apoio financeiro se cruzam com as demandas do futebol no estado sobre o mata-mata da Série D.
O alcance da lei depende agora da regulamentação e dos instrumentos orçamentários que serão implementados pelo Executivo estadual. A sinalização de prioridade em linhas de crédito e convênios cria um quadro promissor, mas exige prazos, regras claras e mecanismos de fiscalização para garantir que os recursos cheguem às entidades qualificadas.
Regionalização e clubes do estado
O texto da lei reforça a parceria entre poder público e clubes locais, com atenção especial a competições estaduais e a formação de base. Isso pode repercutir diretamente em jogos e disputas regionais, como confrontos que definem posições importantes nas competições locais — exemplo disso são duelos de vice-liderança e clássicos estaduais que mobilizam torcedores e dirigentes no Sergipe x Serra Branca.
Organizações interessadas em obter o Selo de Qualidade precisarão atender a critérios administrativos e de transparência, abrindo espaço para fortalecer a governança no futebol feminino do estado. A expectativa é que a medida incentive clubes a profissionalizar estruturas e capacitar equipes técnicas, criando um ambiente mais sustentável a médio prazo.
Próximos passos e implementação
Com a sanção, o próximo passo é a regulamentação da lei, que detalhará os procedimentos para concessão do selo, os critérios para prioridades de crédito e as regras para convênios e cessão de espaços públicos. Parlamentares e representantes das entidades serão chamados a acompanhar o processo para definir prazos e modelos de governança.
Há também uma agenda de articulação com municípios e órgãos federais para alinhar programas de formação e buscar fontes complementares de financiamento, evitando que políticas públicas fiquem apenas no papel. Em situações similares, a coordenação entre as instâncias do poder público é determinante para transformar normas em ações palpáveis e duradouras sobre decisões que envolvem clubes locais.
Ao instituir uma política pública específica para o futebol praticado por mulheres, Sergipe dá um passo institucional importante para a redução de desigualdades no esporte e para a profissionalização da modalidade no estado. A efetividade dependerá, contudo, de investimentos contínuos, fiscalização e da própria capacidade das entidades em se adaptarem aos critérios exigidos pelo poder público.
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Esta reportagem foi produzida com base na publicação oficial e na versão original divulgada pelo veículo de origem; aguarda-se a regulamentação para detalhamento das medidas previstas.
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