O trabalho de Rodrigo Leitão deixa claro o foco no desenvolvimento do Atlético-MG para integrar jovens da base ao profissional, com planejamento individualizado, critérios de utilização e metas de médio e longo prazo.
Desenvolvimento do Atlético-MG
Segundo o especialista em desenvolvimento individual do clube, o objetivo é projetar os jogadores formados na base para atuar em competições de alto nível, como a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. A lista de atletas que já aparecem no elenco profissional inclui nomes como Robert, Pedro Cobra, Vitão, Pascini, Índio, Cissé, Iseppe e Cauan Soares, e o processo exige tempo e acompanhamento específico.
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Leitão detalhou que a comissão técnica e a diretoria participam do alinhamento para decidir quando um jogador sobe definitivamente, quando alterna entre categorias e quando permanece à disposição sem ser acionado. Essa cautela, segundo ele, não é excesso, mas uma medida para evitar “queimar etapas” na carreira do atleta.
Critérios e rotinas
O especialista explicou que cada jogador tem programas de desenvolvimento individualizados. A rotina pode prever treinos com o elenco profissional e participação em partidas do Sub-20 quando isso for mais adequado ao calendário e ao estágio de evolução do atleta. Foi o caso recente do zagueiro Vitão, que chegou a disputar jogo pelo Brasileiro Sub-20 mesmo sendo integrante do profissional.
Na prática, essa estratégia significa que nem sempre o atleta disponível será acionado em todas as oportunidades. A ideia é priorizar a evolução sustentável: jogar algumas partidas, treinar numa intensidade compatível com o nível profissional e, quando necessário, retornar a compromissos da base para ganhar ritmo ou enfrentar adversidades específicas.
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Resultados imediatos e projeção
Alguns jogadores já tiveram participação relevante na temporada: Pascini e Cauã Soares foram os mais utilizados por Eduardo Domínguez, e o lateral marcou um gol decisivo na Copa do Brasil. Essas oportunidades fazem parte de um caminho planejado para expor talentos ao futebol nacional e internacional, reforçando a ideia de que o clube quer formar atletas capazes de disputar títulos.
Ao mesmo tempo, o trabalho de desenvolvimento do Atlético-MG considera que o progresso nem sempre será linear. Leitão comentou que a alternância entre banco e campo é natural e muitas vezes benéfica, pois cria uma “atmosfera” que contribui para a evolução em médio prazo.
- Programação individual por jogador;
- Decisão conjunta entre comissão técnica e diretoria;
- Uso estratégico de jogos do Sub-20 para manter ritmo;
- Foco em competição de alto nível (Libertadores, Brasileirão).
Além dos já promovidos, outros jovens da base seguem no radar do clube, como Gabriel Veneno e Riquelme, nomes que exemplificam a continuidade do projeto de formação. A prática do clube é, portanto, balancear preservação e exposição para maximizar o retorno esportivo e a carreira dos atletas.
O modelo adotado pelo Atlético também tem repercussão na percepção do torcedor e na gestão do elenco. Em temas relacionados à participação do público e à utilização da Arena MRV, o clube enfrenta desafios — relembra reportagem sobre a média de público registrada na Arena MRV Arena MRV registra pior média de público do Atlético-MG em 17 jogos —, que influenciam ambiente e pressões externas sobre jovens que sobem ao time principal.
Em paralelo, situações como a de atletas que disputaram a base e passaram por períodos como reservas no profissional têm sido acompanhadas em matérias sobre o clube, como o caso de atletas expostos à reserva e ao retorno estratégico ao elenco Gustavo Scarpa enfrenta reserva e tratamento no Atlético-MG.
Intervenções e acompanhamento
O desenvolvimento do Atlético-MG é também uma soma de intervenções técnicas, fisiológicas e psicológicas. Leitão aponta que cada jogador reage de maneira distinta a desafios: alguns se adaptam rapidamente, outros necessitam de ações mais customizadas para elevar o desempenho no contato diário com titulares e atletas experientes.
Essas intervenções podem incluir ajustes em treinos, programas de recuperação e work-ons específicos para melhorar decisões em campo. O objetivo declarado pelo clube é ter jogadores formados internamente contribuindo em finais e em competições internacionais, um resultado que leva tempo, mas encontra estrutura para ser buscado.
Para entender melhor como o projeto se reflete no cotidiano do clube, há também relatos sobre contratações, empréstimos e negociações envolvendo jogadores formados pelo Atlético, como episódios que movimentaram o mercado e a carreira de atletas em outros clubes Cuiabá encaminha contratação de Fábio Gomes, ex-Atlético-MG e Vasco.
“A gente pensa sobre isso diariamente e o clube faz isso no longo prazo. O objetivo final é conseguir fazer isso”, afirmou Leitão, resumindo a ambição de formar atletas capazes de competir no mais alto nível.
O planejamento evita decisões precipitadas e busca preservar trajetórias. Não se trata de cautela excessiva, segundo o treinador, e sim de um processo definido que, com consistência, deve render frutos ao Atlético-MG nas próximas temporadas.
Para acompanhar outras notícias sobre o clube e as atualizações do projeto de formação, o leitor pode recorrer a reportagens e análises que seguem de perto a rotina do Galo, incluindo matérias sobre partidas, utilização do elenco e debates sobre a formação de jogadores.
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