Centenas de manifestantes iranianos se concentraram nas imediações de uma das entradas do estádio em Los Angeles horas antes da estreia do Irã contra a Nova Zelândia, carregando a bandeira proibida — o estandarte do leão e do sol, vetado pela Fifa em suas competições.
bandeira proibida
O grupo, contrário ao regime atual do Irã, afirmou que entraria com a bandeira nas arquibancadas em protesto contra o governo dos aiatolás. A presença do símbolo antigo, proibido pela entidade máxima do futebol por caracterizar manifestação política, chamou atenção pela facilidade com que alguns torcedores conseguiram levá-la ao interior do estádio.
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Organizadora do protesto citada pela imprensa local disse que a ação era um exercício de liberdade de expressão e não detalhou o método usado para levar a peça ao estádio. Fontes presentes no local relataram que o grupo se manifestou também no centro de treinamento onde a seleção iraniana realizou o último treino, em Carson.
Contexto e repercussão
O episódio ocorre em um contexto tenso: o Irã chega aos Estados Unidos após incertezas sobre a participação na Copa devido às tensões entre os dois países. Por problemas com vistos, parte da delegação trocou o centro de preparação previsto para Tucson por Tijuana, no México, e dirigentes como o presidente da federação, Mehdi Taj, tiveram vistos negados.
A proibição de símbolos políticos em estádios é uma diretriz clara da Fifa; ainda assim, ações pontuais de torcedores desafiam esse controle. A presença da bandeira proibida dentro de uma partida oficial traz ao debate a eficácia das medidas de fiscalização e a linha tênue entre manifestação individual e ato de massa.
O que muda no torneio
Embora a Fifa proíba manifestações políticas, a organização tem mecanismos variados para avaliar e punir infrações. Em torneios de grande visibilidade, cada episódio é analisado caso a caso, considerando o impacto sobre a ordem pública e a segurança no evento. A repercussão do ato dos iranianos ganhou ainda mais espaço por ocorrer em Los Angeles, cidade com grande comunidade iraniana fora do país.
Próximos jogos do Irã
- Irã x Nova Zelândia — Los Angeles
- Irã x Bélgica — Los Angeles
- Irã x Egito — Seattle
Além do simbolismo do protesto, a participação do Irã no grupo mantém atenção sobre a equipe e o ambiente de apoio/contestação nas arquibancadas, sobretudo em cidades com forte presença de imigrantes iranianos.
Enquanto o episódio era comentado, a cobertura internacional também repercutia outros desdobramentos do torneio; para checar a programação e os jogos do dia, veja a programação do dia na Copa do Mundo e matérias que analisam os primeiros resultados, como as primeiras zebras do torneio.
O episódio com a bandeira proibida reacende discussões sobre o papel das torcidas e os limites da expressão política em eventos esportivos internacionais. Especialistas em direito esportivo e segurança em estádios avaliam que as soluções passam por protocolos mais rígidos de fiscalização e por diretrizes claras quanto ao que configura infração disciplinar.
Em paralelo, decisões da Fifa sobre condutas em partidas têm chamado atenção; matérias recentes tratam de interpretações da entidade e suas repercussões, como a decisão da Fifa sobre entrevistas, que ilustram a complexidade do tema.
O episódio em Los Angeles não altera, por ora, o calendário do Irã na competição, mas amplia o foco do público sobre o que se passa fora do campo e sobre a relação entre política e esporte em um evento global.
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