A Fifa recuou e libera espanhol em entrevistas coletivas de todas as partidas da Copa do Mundo, após repercussão negativa de proibições pontuais. A entidade informou que passará a disponibilizar tradutores para o espanhol de forma permanente, além das traduções já oferecidas em inglês e nas línguas predominantes das equipes envolvidas.
Fifa libera espanhol em todas as entrevistas da Copa
A mudança foi anunciada depois que vídeos de jogadores impedidos de responder em espanhol viralizaram, gerando críticas à organização do torneio. A decisão afeta não apenas jogos em solo mexicano, onde o espanhol é idioma oficial, mas também partidas em que nenhum dos países envolvidos tem o espanhol como língua materna.
Segundo a explicação operacional da entidade, as delegações indicam previamente à organização os idiomas para os quais desejam tradução antes de cada partida. Com a alteração, a Fifa passa a incluir o espanhol entre as opções sempre à disposição, reduzindo o risco de conflitos e falhas na comunicação com jornalistas hispanofalantes.
Como funcionava e o que muda
Antes do recuo, as traduções eram oferecidas conforme o pedido das delegações e o idioma do local. Em um exemplo recente, a delegação do Brasil solicitou português e italiano, enquanto Marrocos pediu árabe e francês — portanto, o espanhol não estava previsto para aquela coletiva específica e os jogadores hispânicos não puderam responder nessa língua naquele evento. Com a nova orientação, a Fifa libera espanhol como opção padrão, garantindo tradutores capazes de atender jornalistas hispanofalantes em todas as entrevistas.
- Inclusão permanente de tradução para o espanhol;
- Manutenção da tradução para inglês como padrão do local;
- Tradução também para as línguas predominantes das duas seleções envolvidas.
Especialistas em logística de grandes eventos destacam que ampliar o leque de idiomas exige maior coordenação e recursos, mas melhora a cobertura jornalística e evita impasses operacionais. Medidas parecidas — voltadas para procedimentos em campo e credenciamento — já figuraram em notícias recentes sobre a organização do Mundial, incluindo protocolos e credenciamentos da entidade durante o torneio.
Em paralelo às mudanças operacionais, o episódio reacendeu discussões sobre igualdade de acesso à imprensa e respeito à diversidade linguística em eventos internacionais. A repercussão negativa citada pela Fifa teve origem em vídeos que mostraram jogadores sendo impedidos de responder em espanhol, o que levou a entidade a rever suas regras.
No contexto da organização do torneio, essa alteração chega junto a outras decisões de ajuste de logística e segurança. A Fifa já havia divulgado medidas sobre capacidade de público e condições de estádio, e tem adotado protocolos para lidar com imprevistos climáticos e de credenciamento — temas tratados em reportagens anteriores sobre a operação da entidade durante a Copa, que ajudam a compreender a complexidade do evento. Por exemplo, discussões recentes sobre capacidade dos estádios e protocolos em situações adversas ilustram o esforço para equilibrar atendimento à imprensa e segurança das partidas: Fifa confirma capacidade dos estádios e espera recorde de público na Copa 2026.
Além disso, medidas administrativas pontuais também chamaram atenção durante a competição, como questões envolvendo credenciamento e pagamentos — assuntos que a imprensa acompanhou de perto: árbitro barrado nos EUA receberá cachê integral da Fifa. A inclusão do espanhol permanente nas entrevistas busca reduzir justamente esses atritos de forma preventiva.
Operacionalmente, a oferta contínua de tradução para o espanhol implica reforço no número de intérpretes credenciados e ajustes no fluxo das coletivas. A Fifa já tem experiência em adaptar sua logística conforme a necessidade do local, como quando aplicou protocolos específicos para tempestades na abertura do evento: Fifa adota protocolo para tempestades na abertura da Copa.
Repercussão entre delegações e jornalistas
Fontes que acompanham o torneio observaram que a alteração tende a facilitar o trabalho de jornalistas hispanofalantes e a reduzir constrangimentos em coletivas multilíngues. A decisão também é vista como uma resposta institucional à exigência de maior sensibilidade cultural em eventos globais, sobretudo em um Mundial com sedes e público de diferentes idiomas.
Em resumo, ao libera espanhol em entrevistas, a Fifa busca uniformizar procedimentos e ampliar a cobertura, evitando que eventuais lacunas de tradução prejudiquem a comunicação entre jogadores, técnicos e imprensa. Resta acompanhar como será a implementação prática da medida nas próximas rodadas do torneio.
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