Lewis Hamilton encerrou o jejum da Ferrari neste domingo, com a vitória no GP de Barcelona-Catalunha, e colocou o jejum da Ferrari entre os cinco piores da história da escuderia.
Depois de 595 dias sem vencer, os tifosi puderam enfim comemorar um triunfo obtido em Barcelona por uma combinação de estratégia, ritmo e sorte: a Mercedes soube tirar proveito de uma tática alternativa de três paradas e do safety car virtual provocado por Fernando Alonso, que abriu espaço para a parada sem perda maior de tempo. O resultado interrompeu uma sequência de 34 provas sem vitória — a quarta pior da equipe desde 1950, empatada com outra seca entre 2013 e 2015.
A performance de Maranello nas duas últimas temporadas foi marcada por altos e baixos. Em 2024 o SF-25 mostrou capacidade de buscar pódios, mas não venceu; já em 2025 e no início da temporada corrente a melhora no chassi e na aerodinâmica ajudou, embora o motor ainda não atinja a produção da Mercedes. Com a vitória deste domingo, a Ferrari encerra uma fase sensível e vê a estatística entrar em um ranking negativo de sua própria história.
Os piores jejum da Ferrari na Fórmula 1
A seguir, os períodos mais longos sem vitórias da equipe, preservando os números oficiais e os marcos históricos:
- 1º lugar — 1990 a 1994: 58 corridas sem triunfos, a pior fase da escuderia, até a vitória de Gerhard Berger no GP da Alemanha de 1994.
- 2º lugar — 2019 a 2022: 45 corridas sem vencer; o fim do jejum aconteceu no GP do Bahrein de 2022, com vitória de Charles Leclerc.
- 3º lugar — 1985 a 1987: 37 corridas sem vitórias, período que terminou com o triunfo de Gerhard Berger no Japão, em 1987.
- 4º lugar (empate) — 2013 a 2015: 34 corridas sem vitória; o jejum foi encerrado por Sebastian Vettel no GP da Malásia de 2015.
- 4º lugar (atual) — 2024 a 2026: 34 corridas sem vencer até o triunfo de Hamilton em Barcelona.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/i/C/ui1aoARAGt3KcoCP6A7Q/gettyimages-2281537690.jpg)
Como a vitória foi construída
O triunfo de Hamilton teve ingredientes técnicos e circunstanciais. A evolução no projeto do carro permitiu que a equipe brigasse de igual para igual em ritmo de corrida, mesmo com um motor que, segundo análises técnicas, ainda perde em potência para a unidade da Mercedes. A estratégia de três paradas foi bem executada pela equipe, que conseguiu abrir janelas táticas e tirar vantagem do momento do safety car virtual.
Além da leitura da corrida, a pilotagem de Hamilton foi decisiva. O britânico administrou os stint com parcimônia, evitou erros em tráfego e soube preservar pneus no momento certo. A combinação desses fatores foi suficiente para encerrar um jejum que durava 595 dias desde o último triunfo de Ferrari, obtido por Carlos Sainz no GP do México de 2024.
Para quem quiser rever a tomada de posição e os detalhes da vitória em Barcelona, há um relato mais amplo sobre a corrida e o resultado no portal do Guia Esportivo: vitória em Barcelona. Comentários sobre a adaptação de Hamilton à Ferrari e as reações da equipe também ganharam espaço em outra cobertura do site: Toto Wolff destaca recuperação de Hamilton.
O contexto do elenco e dos contratos na escuderia também é tema de interesse no calendário da F1; decisões envolvendo pilotos e propostas externas foram tratadas em reportagem específica sobre Charles Leclerc: propostas antes da renovação, que ajudam a explicar movimentos fora da pista.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2020/R/j/XAayekTeS2ekvUpsAkHQ/prost-espanha-1990.jpg)
Do ponto de vista estatístico, a marca atual deixa claro que a Ferrari já enfrentou crises maiores, mas qualquer período sem vitórias tem peso para uma escuderia com a tradição e as expectativas de Maranello. O fim do jejum devolve confiança, mas não elimina a necessidade de trabalho técnico para equilibrar chassi e motor.
Na sequência do calendário, a equipe precisará consolidar o desempenho em pistas de alta demanda por potência e manter a consistência estratégica. A melhora no pacote aerodinâmico e a correção de pontos no conjunto mecânico serão determinantes para evitar novos períodos de seca.
Além da cobertura sobre a Fórmula 1, o Guia Esportivo também acompanhou categorias de base e corridas suporte no fim de semana; entre elas, destaque para a atuação de pilotos da F2 em Barcelona: estratégia vencedora na F2.
Em linhas gerais, a vitória de Hamilton interrompe um ciclo negativo e dá margem para que a Ferrari, com ajustes, volte a disputar vitórias com mais regularidade.
Para acompanhar mais reportagens e imagens do dia da corrida, siga o Guia Esportivo no Instagram.
1 visualizações



