Lewis Hamilton encerrou um jejum de 686 dias ao vencer o GP de Barcelona neste domingo. A vitória do heptacampeão marcou a primeira conquista de Hamilton pela Ferrari desde sua estreia na equipe em 2025 e trouxe novo fôlego à disputa da temporada: o triunfo no GP de Barcelona consolidou uma recuperação construída pela estratégia de três paradas e pelo momento de prova da escuderia.
GP de Barcelona: estratégia e números
A corrida teve desdobramentos decisivos nas voltas finais. Hamilton largou em segundo e, com a tática acertada da Ferrari — três pit stops bem executados —, assumiu a liderança quando uma bandeira amarela favoreceu sua sequência de paradas. Com a vitória, o piloto de 41 anos chegou à 106ª vitória na carreira e ampliou seu recorde como maior vencedor da história da Fórmula 1. No Circuito de Barcelona-Catalunha, Hamilton agora soma sete vitórias, superando Michael Schumacher no número de triunfos no traçado.
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A largada e as primeiras voltas
George Russell largou na pole e manteve a liderança nos metros iniciais, com Hamilton em segundo. O pelotão da frente permaneceu compacto nas primeiras voltas: Lando Norris seguia em quarto e Max Verstappen tentava recuperação depois de perder posições no arranque. No meio do pelotão, Gabriel Bortoleto caiu de 12º para 17º ao partir mal, enquanto Isack Hadjar perdeu várias colocações após largada instável.
A estratégia da Ferrari foi acionada cedo, com a equipe chamando Hamilton aos boxes e abrindo a luta por janelas de pit stop que definiriam a corrida. A alternância de compostos entre médios e duros entre as equipes manteve a prova tensa e com margens pequenas na ponta.
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Tensão, bandeira amarela e a virada
Com a corrida caminhando para a fase final, uma intervenção na pista mudou o cenário: o abandono de Fernando Alonso resultou em um safety car virtual que permitiu a Hamilton completar um terceiro pit stop sem perder posições cruciais. A reabertura da prova devolveu o inglês à frente, com vantagem confortável sobre Russell — que havia assumido a liderança em momentos anteriores.
Nesse trecho decisivo, Kimi Antonelli pressionou e superou Russell na 61ª volta, mas sofreu uma quebra três voltas depois, abrindo caminho para que Russell reassumisse a segunda posição e Norris aproveitasse para subir ao pódio. Charles Leclerc também foi obrigado a abandonar ao relatar problemas de direção hidráulica.
Classificação e desempenho das equipes
O resultado final refletiu a combinação de estratégia correta, gestão de pneus e um pouco de sorte: Hamilton (Ferrari) em primeiro, George Russell (Mercedes) em segundo e Lando Norris (McLaren) em terceiro. A Ferrari encerrou uma seca de vitórias de um ano e seis meses — desde o triunfo de Carlos Sainz no GP do México, em outubro de 2024 — e chegou à marca de 249 vitórias como equipe.
- 1º — Lewis Hamilton (Ferrari)
- 2º — George Russell (Mercedes) +19s561
- 3º — Lando Norris (McLaren) +23s719
- 4º — Max Verstappen (Red Bull) +40s497
- 5º — Oscar Piastri (McLaren) +58s830
- 6º — Isack Hadjar (Red Bull) +1 volta
- 7º — Pierre Gasly (Alpine) +1 volta
- 8º — Franco Colapinto (Alpine) +1 volta
- 9º — Liam Lawson (Racing Bulls) +1 volta
- 10º — Arvid Lindblad (Racing Bulls) +1 volta
- 11º — Gabriel Bortoleto (Audi) +2 voltas
- 12º — Carlos Sainz (Williams) +2 voltas
- 13º — Esteban Ocon (Haas) +2 voltas
Abandonaram: Charles Leclerc (Ferrari), Kimi Antonelli (Mercedes), Oliver Bearman (Haas), Alexander Albon (Williams), Fernando Alonso (Aston Martin), Nico Hulkenberg (Audi), Valtteri Bottas (Cadillac) e Lance Stroll (Aston Martin).
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Impacto na temporada e próximas etapas
A vitória de Hamilton no GP de Barcelona altera o quadro momentaneamente em termos de moral e visibilidade das equipes: além de encerrar o jejum pessoal do piloto, a Ferrari comprovou capacidade de reação em prova taticamente exigente. A Mercedes mostrou ritmo e consistência com Russell, que aproveitou os acontecimentos para terminar em segundo.
O calendário da temporada segue: a Fórmula 1 retorna em duas semanas para o GP da Áustria, em 28 de junho, válido como a oitava etapa de um total de 22. A sequência da temporada e o desempenho nas próximas pistas serão fundamentais para a definição do campeonato.
Para uma leitura complementar sobre o momento de Hamilton pouco antes da etapa europeia, confira a análise do melhor momento de Hamilton na Ferrari. E para detalhes práticos sobre a etapa espanhola, horários e transmissão, veja a página com a programação e onde assistir ao GP de Barcelona.
O desempenho de Hamilton dentro da Ferrari também tem sido tema de avaliação na categoria; veja reportagem sobre a recuperação de Hamilton na Ferrari e as repercussões internas às equipes.
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O GP de Barcelona deixou claro que, em pistas onde estratégia e gestão de pneus se mostram decisivas, qualquer detalhe pode virar o resultado final. Hamilton soube administrar a vantagem e levar a Ferrari ao lugar mais alto do pódio após quase dois anos sem vitória do piloto.
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