Paraibano reúne ingressos de Copas e guarda relíquia assinada por Pelé

Medalha e ingressos de Copas do colecionador Sonaldo Vital
Medalha de campeão da Copa do Mundo de 1994 — Foto: Arquivo/Sonaldo Vital

O engenheiro Sonaldo Vital transformou uma paixão pessoal em um acervo histórico: sua coleção reúne ingressos de Copas desde 1930 até 2022, e inclui itens raros como uma medalha de campeão de 1994 e um ingresso da final de 1958 assinado por Pelé, Zagallo, Mazzola e Pepe. A ingressos de Copas fazem parte do acervo que o paraibano, radicado em Salvador, vem ampliando desde 2014.

Por que os ingressos de Copas viram relíquias

A memória afetiva e o valor histórico são peças centrais na motivação de Sonaldo. Para além do papel do bilhete, muitas unidades vieram acompanhadas de autógrafos de ídolos que marcaram torneios, como Romário, Bebeto, Dunga, Zagallo, além de assinaturas internacionais como Deco, Paolo Rossi e Andreas Brehme. Esse conjunto explica por que os ingressos de Copas são procurados por colecionadores e pesquisadores.

Sonaldo Vital em visita ao Maracanã com ingressos
Sonaldo Vital em visita ao Estádio Maracanã — Foto: Arquivo / Sonaldo Vital

Sonaldo conta que o hábito de guardar bilhetes já vinha da família: o avô tinha um pequeno museu na Paraíba e foi influência direta na formação do colecionador. Ao longo dos anos, a coleção ampliou-se além do futebol de clube e passou a centralizar os ingressos de Copas como eixo principal. A atenção se concentrou especialmente a partir da Copa de 2014, quando Sonaldo guardou todos os 64 ingressos daquela edição após acompanhar jogos em Salvador e em Brasília.

Itens destacados do acervo

Entre os objetos mais valiosos estão:

  • Ingresso da final de 1958 assinado por Pelé, Zagallo, Mazzola e Pepe.
  • Medalha de campeão mundial de 1994 pertencente a um integrante da Seleção Brasileira.
  • Bilhetes autografados por jogadores que marcaram em Copas, colhidos pessoalmente desde 2016.

Na busca por autógrafos, Sonaldo começou pelo cenário nacional — com assinaturas de Ricardo Rocha e Carlos Alberto Torres — e foi além: conseguiu rubricas de craques europeus, como o italiano Paolo Rossi. Esse esforço pessoal ajuda a dar contexto e autenticidade à coleção, que hoje reúne exemplares raros e originais.

Ingressos da Copa do Mundo de 2014
Ingressos da Copa do Mundo de 2014 — Foto: Reprodução/Instagram

O colecionador mantém critérios claros: prioriza ingressos que tenham ligação direta com partidas relevantes ou com jogadores que marcaram gols em Copas. A partir de 2016, ele passou a enviar bilhetes para ex-jogadores que se encaixassem nesse perfil, ampliando de forma segura o nível de autenticidade do acervo.

O alcance histórico e a preservação da memória

Ter registros físicos — como medalhas e os próprios ingressos — ajuda a preservar a memória de edições marcantes da Copa do Mundo. O acervo de Sonaldo, por exemplo, tem material que vai da primeira edição em 1930 até 2022, faltando apenas o ingresso da Copa de 1934 entre os bilhetes anteriores a 1958. A coleção também dialoga com o presente: para quem acompanha a programação da Copa do Mundo, os objetos servem como ponte entre gerações.

Ingresso da Copa de 1958 assinado por Pelé contendo valor histórico
Ingresso da Copa de 1958 assinado por Pelé, Pepe, Zagallo e Mazzola — Foto: Arquivo / Sonaldo Vital

A preservação também exige cuidado: acondicionar papéis, evitar luz direta e controlar umidade são práticas que Sonaldo adotou para proteger cada ingresso. Em tempos de torneios com paradas por calor e questões de arbitragem que viram pauta — como a discussão sobre o cooling break ou as decisões de escalações e cortes de dirigentes e árbitros —, a materialidade dos bilhetes reforça o caráter documental desses eventos.

Além do valor afetivo e histórico, a coleção tem expectativa de crescimento com a Copa do Mundo de 2026, sediada no México, EUA e Canadá. Sonaldo pretende ampliar o acervo com novos ingressos e, quando possível, buscar mais autógrafos que relacionem jogadores e partidas históricas.

Sonaldo Vital com Paolo Rossi após conquista de autógrafo
Sonaldo e Paolo Rossi no Maracanã — Foto: Arquivo / Sonaldo Vital

Como a coleção dialoga com o público

Além do caráter privado, acervos como o de Sonaldo podem servir à pesquisa e à exposição pública, aproximando torcedores e novos públicos da história das Copas. A presença de itens assinados por campeões e artilheiros confere ao conjunto valor documental e afetivo simultaneamente.

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Fechamento: a coleção de Sonaldo é um exemplo de como objetos simples — um pedaço de papel de 50 anos atrás — podem se tornar janelas para a história, preservando memórias que acompanham gerações de torcedores e escrevem capítulos da Copa do Mundo.

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