Xhaka critica postura logo após o empate em 1 a 1 com o Catar: o capitão da Suíça reclamou da falta de disciplina e da tentativa de alguns jogadores de “brilhar” individualmente durante a estreia pela Copa do Mundo.
Xhaka critica postura
Em entrevista coletiva após a partida deste sábado (13), o camisa 10 e capitão suíço deixou clara a insatisfação com o comportamento do time em campo. “Todos estavam correndo sem rumo. No fim das contas, você tem que aceitar sua posição e fazer apenas o que o técnico da seleção pede. Você não precisa ser o showman e fazer tudo sozinho. É muito lamentável e frustrante. Sem disciplina, tudo fica muito difícil.” As palavras do jogador resumiram a necessidade de ajustes coletivos antes das próximas rodadas do Grupo B.
O que Xhaka apontou
Granit Xhaka destacou que, apesar do empate, há elementos individuais que precisam ser corrigidos para que a equipe possa sonhar com uma campanha mais consistente. Ele elencou a disciplina tática e a obediência às orientações da comissão técnica como pontos centrais para a evolução do time. Xhaka também elogiou a atuação do goleiro adversário, Mahmud Abunad, mencionada na coletiva: “O goleiro do Catar (Mahmud Abunad) fez uma partida fantástica”.
O técnico suíço Murat Yakin, por sua vez, já vinha sendo alvo de questionamentos após a igualdade na estreia. Para entender melhor o contexto da cobrança ao treinador, leia a análise sobre a situação de Murat Yakin é contestado após empate da Suíça com o Catar.
Equilíbrio no Grupo B e implicações
Com o resultado em Los Angeles, o Grupo B ficou em equilíbrio: Suíça, Catar, Canadá e Bósnia têm pontos e confrontos pela frente. O empate entre Canadá e Bósnia por 1 a 1 reforça que a chave está aberta e que qualquer deslize poderá ser decisivo nas próximas rodadas. A situação torna ainda mais importante que a seleção suíça adote postura mais coletiva e menos dependente de ações individuais.
Para uma leitura detalhada do jogo de estreia e dos momentos que marcaram a partida, acesse o relato da partida entre Suíça e Catar: empate heróico nos acréscimos, que reúne as principais ocorrências e o desenrolar dos lances.
Repercussão e próximos passos
A cobrança de Xhaka tem peso porque o capitão é jogador experiente e referência no vestuário. A Suíça participa pela décima terceira vez da Copa do Mundo — a sexta consecutiva —, mas ainda não ultrapassou as quartas de final na história do torneio. Esse histórico é apontado por Xhaka como motivação e também como medida da necessidade de corrigir erros básicos: o time precisa, segundo ele, “manter os pés no chão e olhar para frente” para tentar a melhor campanha da história suíça.
Restam duas partidas para cada seleção no grupo. A agenda da Suíça na fase de grupos é clara e oferece oportunidades para ajustes táticos e recuperação:
- 2ª rodada: Suíça x Bósnia, 18 de junho, às 16h, em Los Angeles
- 3ª rodada: Suíça x Canadá, 24 de junho, às 16h, no Vancouver Place
Antes desses duelos, a comissão técnica terá tempo para trabalhar a organização defensiva, a compactação e a disciplina nas transições. A observação de Xhaka sobre jogadores que tentam resolver individualmente aponta para um ajuste de mentalidade que pode ser decisivo nas próximas semanas.
Além das mudanças táticas, o elenco suíço será cobrado por uma postura coletiva mais firme. A declaração de Xhaka pode funcionar como um alerta interno e público: se os jogadores não seguirem as orientações combinadas, a trajetória no Mundial ficará comprometida.
Para acompanhar a programação completa do torneio e outros resultados do dia, veja a cobertura de Copa do Mundo: jogos e horários de 13/06, que reúne horários e descrições das partidas.
Xhaka critica postura não apenas como expressão de frustração, mas como um chamamento à disciplina necessária em competições de alto nível. A Suíça terá nas próximas partidas a chance de responder em campo às cobranças do próprio capitão e de toda a torcida.
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