Erro de identidade: VAR pede mudança de cartão em EUA x Paraguai

Jogador em campo: Erro de identidade no VAR
"Mistaken identity": VAR chama juiz para mudar cartão amarelo em EUA x Paraguai — Foto: Reprodução/Globo

Erro de identidade marcou a primeira aplicação prática de uma mudança no protocolo de arbitragem da Copa do Mundo 2026: no confronto entre Estados Unidos e Paraguai, o árbitro Danny Desmond Makkelie (Holanda) atendeu à chamada do VAR e revisou uma advertência que havia sido indicada a um jogador, resultando na alteração do cartão após checagem do lance.

Erro de identidade: o que a regra permite

A nova regra trata especificamente de situações em que a equipe de arbitragem identifica, inicialmente, o jogador errado como autor de uma infração passível de cartão amarelo ou vermelho. Segundo o protocolo em vigor no Mundial, o uso do VAR pode levar à correção da identificação mesmo após o reinício da partida, desde que a revisão confirme o engano na atribuição da penalidade.

Como ocorreu em EUA x Paraguai

No jogo entre Estados Unidos e Paraguai, Ream havia sido advertido com cartão amarelo por uma falta perto da linha de fundo. Após chamada do VAR, o árbitro Danny Makkelie reviu as imagens e, conforme o registro do lance, concluiu que havia identificação incorreta. O cartão inicialmente mostrado a Ream foi retirado e, ao fim da revisão, o cartão acabou sendo assinalado a Almirón por simulação — numa sequência que ilustra a aplicação prática do procedimento.

O episódio ganhou destaque pela rapidez da intervenção do VAR e pela clareza da sinalização final do árbitro. Para contextualizar o jogo e o episódio, o lance também aparece na cobertura do embate; o jogo já foi registrado em textos que analisaram, entre outros pontos, como o gol contra de Bobadilla abriu a partida entre as duas seleções Estados Unidos x Paraguai.

Regras e limites da revisão

A medida visa reduzir erros cometidos por identificação equivocada e preservar a justiça esportiva sem interferir indevidamente no fluxo da partida. Entre os pontos centrais do protocolo estão:

  • possibilidade de revisão do cartão quando houver dúvida sobre a identidade do jogador punido;
  • a revisão pode ocorrer mesmo após o reinício da partida, conforme os procedimentos adotados no Mundial;
  • decisão final do árbitro central baseada nas imagens analisadas pela equipe de VAR.

Esses passos têm o objetivo de diminuir injustiças disciplinares e tornar as decisões mais precisas, sem alongar excessivamente o tempo de revisão.

Na prática, o caso entre EUA e Paraguai foi apontado como o primeiro registro público dessa aplicação específica da regra na Copa do Mundo 2026, e por isso repercutiu na cobertura do torneio. A adoção de protocolos mais claros para “Erro de identidade” também tem sido tema em análises sobre audiência e repercussão da competição: a cobertura e o alcance das partidas tiveram grande visibilidade desde o início do Mundial, conforme relatos sobre audiência na abertura e nos primeiros dias do evento Globo alcança 46,4 milhões.

Impactos para jogadores e equipes

Do ponto de vista prático, a correção evita que um atleta seja punido injustamente por uma infração que não cometeu, preservando sua disponibilidade para a sequência do torneio. Por outro lado, também destaca a necessidade de atenção redobrada por parte das equipes técnicas aos protocolos de jogo e aos procedimentos de contestação e solicitação de revisão.

O caso também entra no conjunto de episódios curiosos que rondam um Mundial, ao lado de notícias menores que ganham espaço por envolver logística, bastidores ou imprevistos com delegações, como relatos de ocorrência de furtos de material antes das partidas Inglaterra tem chuteiras furtadas antes de estreia.

Para torcedores e analistas, a aplicação mostra que o VAR não serve apenas para corrigir gols mal validados ou pênaltis mal assinalados, mas também para ajustar decisões disciplinares quando há equívoco na identificação do autor da infração.

Procedimento observado: após a checagem, o árbitro anulou o cartão dado a Ream e registrou a punição a Almirón por simulação, em conformidade com o protocolo adotado no Mundial. O episódio reforça a atenção que as federações e comissões de arbitragem têm dedicado à implementação do VAR nesta edição da Copa do Mundo.

Nos próximos jogos do torneio, árbitros e equipes técnicas deverão seguir aplicando as orientações do protocolo, que prevê recursos e limites claros para a revisão de cartões e a correção de eventuais erros de identificação.

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