A Coreia do Sul venceu a República Tcheca por 2 a 1 em Guadalajara, em jogo válido pela 1ª rodada do Grupo A da Copa do Mundo 2026. A equipe sul-coreana dominou a posse e criou as melhores chances, contou com atuação decisiva de Hwang In-Beom e resistiu a ameaça nas bolas aéreas que marcou a atuação tcheca.
Coreia do Sul manteve o domínio, mas sofreu com a bola aérea
O confronto expôs o choque de estilos esperado antes da partida: a Coreia do Sul buscou o jogo por baixo, com troca de passes e mobilidade, enquanto a República Tcheca apostou nas ligações longas e nas bolas paradas. Essa dinâmica resultou em momentos de controle técnico asiático e, ao mesmo tempo, em perigo vindo dos cruzamentos, culminando no gol tcheco de Krejci a partir de um cabeceio.
No primeiro tempo a seleção asiática foi mais criativa. Lee Kang-In apareceu recuando para organizar e incomodou a defesa europeia com arremates de média distância e bola aérea trabalhada. Son Heung-Min teve chances claras, mas parou mais de uma vez no goleiro Kovar, e a imprecisão ofensiva adiou a reação até a etapa final.
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No início da segunda etapa a pressão da Coreia do Sul permaneceu. Lee Kang-In e Hwang In-Beom foram os elementos mais criativos do time, com o volante Hwang sendo peça-chave em transições e infiltrações que resultaram diretamente nos gols sul-coreanos. Aos 13 minutos do segundo tempo, os tchecos abriram o placar em cabeceio após lateral cobrado por Coufal, explorando a vantagem física nas bolas aéreas.
Reação e virada sul-coreana
A resposta sul-coreana veio com inteligência tática: Lee Kang-In recuou para armar e encontrou Hwang In-Beom em movimento para dentro da área. O volante driblou o marcador e o goleiro para empatar com uma cavadinha. Pouco depois, Paik Seung-Ho lançou em profundidade e Hwang In-Beom finalizou em assistência que permitiu a entrada e o gol de Oh Hyun-Gyu, que se antecipou ao zagueiro e definiu o 2 a 1.
A movimentação no banco e as substituições mudaram o ritmo. Hong Myun-Bo, técnico da Coreia do Sul, recorreu às mudanças para manter o equilíbrio sem abrir mão da velocidade nos contra-ataques; do outro lado, Miroslav Koubek promoveeu alterações para tentar reforçar a presença no meio e nas transições, com destaque para a entrada de Hlozek e Chory.
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Desempenhos individuais
- Hwang In-Beom: foi o jogador mais decisivo, com gol e assistência, participação direta nas jogadas que levaram à virada e intensa movimentação entre linhas.
- Lee Kang-In: organizador do jogo, recuou para armar, criou chances e foi referência técnica durante grande parte da partida.
- Son Heung-Min: teve atuação abaixo do esperado; criou perigo, mas sem conseguir transformar em gol.
- Kim Seung-Gyu: o goleiro sul-coreano ainda foi importante com defesas que garantiram o resultado, mesmo após saída arriscada em uma das jogadas aéreas.
O rendimento da dupla de volantes sul-coreana justificou a atenção da comissão técnica adversária: Miroslav Koubek inclusive destacou marcadores específicos para tentar anular Hwang e Lee, tentativa que teve sucesso parcial, mas não impediu a criação das jogadas decisivas.
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Leitura tática e próximos passos
A vitória mostra que a Coreia do Sul pode impor seu plano de jogo mesmo diante de adversários que exploram a bola aérea. Ao mesmo tempo, a partida evidencia a necessidade de concentração defensiva nas jogadas de cruzamento. A seleção sul-coreana volta a campo contra o México na próxima rodada, duelo que pode decidir a liderança do Grupo A.
Para acompanhar a preparação da Coreia do Sul e o andamento do grupo, vale revisar a trajetória do treinador Hong Myung-Bo e o papel central de Lee Kang-In na equipe, além de observar como os laterais e cruzamentos de jogadores como Vladimír Coufal podem voltar a fazer a diferença para a República Tcheca.
A partida terminou com a sensação de que a Coreia do Sul deixou boa impressão pelo controle de jogo e pela capacidade de suportar a pressão aérea adversária, mas também revelou pontos a ajustar, especialmente na recomposição defensiva. O placar final de 2 a 1 reflete um jogo aberto, com momentos de superioridade técnica asiática e risco vindo das bolas paradas tchecas.
Em Guadalajara, a seleção sul-coreana somou três pontos e se prepara agora para o confronto direto com o México, enquanto a República Tcheca terá de recuperar a eficiência ofensiva se quiser brigar pela classificação no Grupo A.
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