Barbieri no Juventude completa seis meses com 49% de aproveitamento

Maurício Barbieri no Juventude durante eliminação no Gauchão
Maurício Barbieri na eliminação do Juventude para o Grêmio. — Foto: Fernando Alves/EC Juventude

Barbieri no Juventude completa seis meses como treinador do clube nesta quinta-feira, após a contratação anunciada em 11 de dezembro do ano passado e a pré-temporada iniciada em 26 de dezembro. Em 32 partidas no comando, o técnico soma 12 vitórias, 11 empates e nove derrotas — aproveitamento de 49% — e segue com a missão de recolocar o Juventude na Série A do Campeonato Brasileiro.

Barbieri no Juventude: balanço dos seis meses

O período de meio ano traz números e decisões que ajudam a entender o momento da equipe. Barbieri no Juventude encontrou um elenco com problemas de sequência por lesões e precisou dividir esforços entre competições estaduais, a Copa do Brasil e a caminhada na Série B. A gestão das opções de elenco, especialmente em torneios com menor prioridade, e a aposta em atletas jovens em competições como a Copa Sul‑Sudeste foram marcas desses primeiros meses.

Invencibilidade e eliminação no Campeonato Gaúcho

No Gauchão, o Juventude deixou a disputa sem ter sido derrotado no tempo normal das partidas. Depois de uma primeira fase com três vitórias e três empates, a equipe avançou às quartas e superou o São José por 3 a 2 em jogo único. A eliminação veio na semifinal diante do Grêmio, decidida nos pênaltis após dois empates por 1 a 1 — resultado que demonstrou organização, mas também limitações ofensivas em momentos decisivos.

Regularidade na Copa do Brasil

Na Copa do Brasil, o clube estreou na segunda fase e venceu adversários de divisões inferiores antes de encarar o São Paulo nas fases seguintes. A atuação sólida defensivamente no jogo de ida, mesmo com derrota por 1 a 0 em São Paulo, abriu possibilidade para o confronto de volta. Em Caxias do Sul, o Juventude venceu por 3 a 1 e avançou às oitavas, onde enfrentará o Atlético‑MG — decisão que deve ser jogada no Alfredo Jaconi, conforme o calendário a ser definido pela CBF.

Formação e rodagem de elenco

Barbieri optou por escalar equipes alternativas em torneios como a Copa Sul‑Sudeste, dando rodagem a atletas menos utilizados e aos mais jovens do plantel. Essa estratégia teve efeitos colaterais positivos e negativos: permitiu preservar peças-chave em ocasiões específicas, mas também reduziu consistência ofensiva em disputas na temporada.

Operário x Juventude - jogo da Série B
Operário x Juventude – Série B — Foto: Gabriel Tadiotto/ECJ

O trabalho tático do treinador tem priorizado solidez defensiva: nas doze primeiras rodadas da Série B, o Juventude registrou a terceira melhor defesa, com oito gols sofridos. Por outro lado, o ataque é um problema recorrente: apenas 10 gols marcados, número que coloca a equipe entre as menos produtivas do torneio e que exige ajustes de criação e finalização.

Lesões, desfalques e impacto na campanha

Um dos entraves mais citados internamente tem sido a sucessão de lesões. Jogadores importantes, como Mandaca, Alan Ruschel e MP, tiveram dificuldade para manter sequência de jogos, o que, segundo o próprio treinador, prejudicou o encaixe tático e a regularidade. Após a derrota para o Operário‑PR, Barbieri afirmou: “Não gostaria de falar isso, mas acho que chegou o momento que a gente está sentindo falta dos jogadores que estão fora” — declaração que aponta diretamente para a influência dos desfalques na campanha.

Com a saída temporária do comando na partida contra a Ponte Preta, em razão de expulsão no duelo frente ao Operário‑PR, o treinador volta a dirigir a equipe apenas contra o São Bernardo, pela 14ª rodada. A ausência em um jogo importante reforça a necessidade de estabilidade do grupo e da comissão técnica para buscar maior regularidade.

Posição na Série B e objetivos

Na tabela da Série B, o Juventude ocupa a 11ª colocação e está a três pontos do Operário‑PR, clube que abre o G‑6 — zona que, nesta temporada, terá playoff entre os times do 3º ao 6º lugar por duas vagas na elite, enquanto campeão e vice sobem direto. O panorama exige desempenho consistente nas próximas rodadas para retornar ao bloco de classificação direta ou ao grupo do mata‑mata.

A dinâmica que Barbieri no Juventude tenta imprimir passa por recuperar peças lesionadas e ajustar a produção ofensiva sem abrir mão da organização defensiva. O equilíbrio entre essas frentes será determinante para a ambição de lutar pelo acesso até o fim da Série B.

Próximos jogos

  • Juventude x Ponte Preta – 14/06 – 11h – Série B
  • São Bernardo x Juventude – 21/06 – 17h – Série B
  • Juventude x Ceará – 28/06 – 16h – Série B
  • Náutico x Juventude – 05/07 – 19h – Série B
  • Juventude x Vila Nova – 10/07 – 19h – Série B

O cenário dos próximos meses determiná‑ra se o trabalho manterá tendência de consolidar um time competitivo para o mata‑mata ou se exigirá mudanças pontuais para transformar o setor ofensivo. A expectativa do clube e da comissão é recuperar atletas importantes e encontrar mais opções de ataque.

Em seis meses, o técnico já deixou marcas claras: conseguiu organização defensiva e momentos de destaque na Copa do Brasil, mas ainda busca consistência ofensiva e menos interrupções por lesão. O desafio será manter evolução com as peças disponíveis e fazer o Juventude somar pontos em casa e fora para chegar entre os candidatos ao acesso.

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