Lee Kang-in chega à Copa do Mundo como referência técnica da Coreia do Sul, transformando a trajetória iniciada num reality show infantil em liderança esportiva. Meia-atacante do Paris Saint-Germain, ele será peça-chave na estreia contra a República Tcheca, no Grupo A, e carrega a missão de ser o cérebro criativo ao lado do capitão Son Heung-min.
Lee Kang-in: de astro infantil a protagonista
Descoberto aos 6 anos em 2007 no programa infantil Fly Shoot Dori, Lee Kang-in viu seu talento acelerar quando o ex-jogador e treinador Yoo Sang-chul o orientou e recomendou que seguisse para a Europa. A passagem pelas categorias de base do Valencia marcou o início de uma carreira que culminaria no futebol de alto nível, com convocações constantes e destaque em clubes europeus.
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O salto que projetou Lee Kang-in no cenário mundial aconteceu após passagens maduras por clubes espanhóis e a transferência para o PSG em 2023. No clube francês, ele passou a integrar um elenco repleto de estrelas e a disputar títulos internacionais, consolidando-se como um dos nomes mais observados por torcedores e analistas.
Polêmica e retratação
Apesar do sucesso, a carreira de Lee Kang-in não foi isenta de turbulências. Em fevereiro de 2024, um episódio na Copa da Ásia — batizado pela imprensa como “Ping-Pong Gate” — envolveu uma discussão com o capitão Son Heung-min após uma partida de tênis de mesa na concentração. O desentendimento, que resultou em uma luxação no dedo de Son, gerou reação pública e cultural intensa na Coreia do Sul, com consequências comerciais imediatas para o jogador.
Para tentar reparar o dano, Lee Kang-in viajou a Londres para se encontrar com Son e apresentou uma retratação pública. O episódio, que colocou em destaque a expectativa social por respeito à hierarquia no futebol coreano, terminou com um pedido de desculpas formal e a reconciliação entre os atletas — um movimento fundamental para restabelecer a unidade do vestiário antes de competições importantes.
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O papel técnico na seleção
Na seleção, Lee Kang-in exerce funções claras: acelerar transições, organizar jogadas em espaços curtos e executar bolas paradas com precisão. Sua visão de jogo e capacidade de decisão em velocidade o colocam como responsável por ligar defesa e ataque, papel que exigirá sintonia fina com Son Heung-min e demais atacantes.
Analistas apontam que o estilo de jogo do PSG, onde Lee se acostumou a atuar com jogadores de alto nível e sob forte pressão por resultados, contribuiu para seu crescimento tático. A convivência em um elenco estrelado também exige maturidade psicológica — algo que o atleta vem demonstrando ao assumir publicamente seus erros e ao trabalhar para reconquistar a confiança do público.
- Início: descoberta em programa infantil “Fly Shoot Dori” (2007).
- Formação: base no Valencia e destaque no futebol espanhol.
- Ascensão: transferência ao PSG e títulos internacionais.
- Crise: episódio na Copa da Ásia e subsequente retratação.
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O episódio de 2024 deixou marcas, mas também serviu para ressaltar a capacidade de aprendizado do jogador. Lee Kang-in afirmou publicamente sua intenção de ser mais maduro e profissional, colocando em prática mudanças de comportamento e desempenho que visam manter sua reputação esportiva.
Expectativa para a Copa
A estreia da Coreia do Sul diante da República Tcheca coloca a equipe em um embate tático e físico, onde a criatividade de Lee Kang-in pode fazer a diferença. Num grupo que ainda tem México e África do Sul, a seleção sul-coreana aposta numa combinação de disciplina defensiva e velocidade na transição ofensiva, com o meia do PSG como peça-chave.
O contexto esportivo também traz atenção à origem do atleta e ao funil de formação que o levou à Europa ainda jovem. A história, desde as câmeras do reality show até a titularidade em uma Copa do Mundo, acrescenta dimensão humana à performance de campo e reforça a narrativa de superação diante de crises.
Para entender melhor o papel dos clubes europeus na formação de convocados, veja levantamento sobre os clubes com mais jogadores convocados para a Copa: clubes com mais convocados. A presença do PSG no topo das discussões recentes também é tema em análises como quarteto do PSG que chega à competição e em reportagens sobre transferências: Kimmich e PSG.
Mesmo com a atenção e as pressões externas, Lee Kang-in segue com foco esportivo e a ambição de levar a Coreia do Sul além na Copa. A responsabilidade é grande, mas a trajetória — da TV infantil ao estrelato no PSG — dá ao jogador material para responder em campo.
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Fechar a participação da Coreia do Sul na Copa com boa campanha passará por jogos equilibrados e por momentos decisivos de sua principal engrenagem criativa: Lee Kang-in.
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