O episódio do aperto de mão Inglaterra Gana virou polêmica nos bastidores antes do confronto entre as seleções, marcado para 23 de junho, em Boston, pela segunda rodada do Grupo L. A discussão se instalou depois de reportagem que informou que a Federação Inglesa avalia orientar a equipe a não cumprimentar Thomas Partey no protocolo de abertura.
aperto de mão Inglaterra Gana: origem da polêmica
A informação publicada pelo jornal inglês The Times desencadeou a reação: dirigentes ingleses estariam debatendo com jogadores a possibilidade de evitar o cumprimento de Partey no círculo central, durante a execução dos hinos, medida que ganhou repercussão imediata e críticas nos bastidores.
Do outro lado, a Federação Ganesa reagiu oficialmente. O porta-voz Henry Asante Twum classificou a movimentação como uma estratégia de desgaste psicológico contra a seleção africana, defendendo o atleta enquanto o processo judicial segue em curso.
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O cenário e o protocolo
A polêmica também se conecta às mudanças definidas pela Fifa no protocolo de abertura: agora, todos os jogadores, titulares e reservas, se reúnem no círculo central para os hinos nacionais. O gesto do aperto de mão, por isso, ganhou significado simbólico maior e passou a ser observado com atenção por clubes, seleções e torcedores.
Acusações e situação judicial
Thomas Partey enfrenta acusações feitas por várias mulheres referentes a episódios ocorridos entre 2021 e 2022, período em que atuava pelo Arsenal, segundo informações do processo. Ao longo de 2025 e início de 2026, novas alegações e procedimentos judiciais foram registrados, e o jogador declarou-se inocente em tribunal, em fevereiro.
- Acusações iniciais: cinco denúncias por duas mulheres, supostamente entre 2021 e 2022.
- Denúncias adicionais: uma terceira e, depois, mais duas mulheres no começo deste ano, conforme relato do processo.
- Medidas judiciais: prisão em 2025 seguida de liberdade condicional; condições incluíram proibição de contato com acusadoras e comunicação de mudanças de endereço ou viagens.
- Transferência: em agosto do ano passado, Partey acertou com o Villarreal, na Espanha.
Esses fatos compõem o pano de fundo que motivou a discussão sobre o aperto de mão Inglaterra Gana, e explicam por que dirigentes e autoridades das seleções monitoram com cautela cada movimento nos dias que antecedem a partida.
Reações do elenco e comissão técnica
O técnico de Gana, Carlos Queiroz, comentou o tema antes da divulgação da lista final: falou sobre a presunção de inocência e sobre o risco de pré-julgamento midiático, sem, contudo, antecipar qualquer decisão sobre atos disciplinares ou sobre a presença do jogador no time.
Em entrevista, Queiroz defendeu a necessidade de deixar o processo judicial seguir seu curso e afirmou não desejar que a seleção seja contaminada por debates externos. A declaração do treinador reforça a posição institucional adotada por Gana enquanto a Justiça avalia as alegações.
Analistas e especialistas em comunicação esportiva destacam que gestos de fair play — como o aperto de mão — carregam valor simbólico e podem ser usados como mensagens políticas ou morais pelas equipes. Por isso, qualquer orientação de não cumprimentar um adversário tende a gerar repercussão além do campo.
No contexto da preparação para a Copa, episódios extracampo já provocaram manifestações e recepções: a recepção festiva de Gana nos Estados Unidos e relatos sobre atividades de aquecimento, como o treino em Irvine que atraiu milhares, mostram como a agenda da Copa mistura competição, imagem e diplomacia esportiva.
Além disso, episódios de provocações envolvendo a seleção inglesa surgiram em outras frentes, tema lembrado por observadores ao se avaliar a tensão entre as equipes: veja reportagem sobre provocações a Inglaterra antes da Copa.
O caminho adiante
Com a partida marcada e os protocolos definidos, resta às partes administrar a situação institucionalmente. A Federação Inglesa ainda não emitiu posição oficial sobre orientações de cumprimento, e a seleção ganesa mantém declaração de apoio a Partey enquanto o processo jurídico segue.
Para a opinião pública e para as equipes, o desafio será conciliar a importância do protocolo — e do gesto do aperto de mão Inglaterra Gana — com os princípios processuais que regem casos sob investigação. Em campo, a expectativa é que a discussão não interfira no desempenho esportivo; fora dele, o episódio continua a alimentar debate sobre responsabilidade e imagem no futebol contemporâneo.
Fechamento: a polêmica sobre o aperto de mão Inglaterra Gana evidencia como gestos protocolares podem transcender o jogo e entrar no campo do simbólico, exigindo respostas equilibradas de federações, comissões técnicas e autoridades judiciais.
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