O clube viveu um salto nas contratações internacionais e, por isso, os estrangeiros no Remo passaram a ganhar destaque num primeiro momento; porém, recentemente os atletas de fora do Brasil têm perdido espaço no time titular e entre os relacionados.
Estrangeiros no Remo: cenário e implicações
A ampliação do número de contratados estrangeiros, de sete na temporada passada para 11 no fim de março de 2026, gerou expectativa entre torcedores e dirigentes. A escalação, no entanto, não se traduziu em presença constante no onze inicial: vários nomes alternaram entre banco, poucas atuações ou saídas amigáveis, como foi o caso do meia Panagiotis.
Panagiotis e as mudanças recentes
Contratado durante a reta final da Série B, Panagiotis — também chamado de Pana — foi titular em oito partidas naquele período e contribuiu com um gol e uma assistência que auxiliaram no acesso do clube à elite. Já na temporada seguinte, ele entrou em campo apenas seis vezes entre Campeonato Paraense e Copa Norte, até ter a saída anunciada.
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A manutenção de estrangeiros no Remo incluiu atletas de diversas nacionalidades: uruguaios, argentinos, um camaronês, um colombiano, um grego e um jogador naturalizado português nascido na Guiné-Bissau. Apesar da diversidade, a regularidade de participação variou bastante entre nomes e posições.
Por que os estrangeiros no Remo perderam espaço?
Há várias explicações que se sobrepõem sem que haja um único motivo isolado. Entre elas, a concorrência por vagas, adaptações ao futebol brasileiro, decisões técnicas do treinador e questões contratuais. Saídas amigáveis no mês de abril, como as dos jogadores Cantillo e Nico Ferreira, reduziram também o grupo que inicialmente compunha o elenco.
Do elenco que terminou a Série B, sete estrangeiros chegaram a ficar no clube até o final da competição; seis deles iniciaram a disputa do Brasileirão. A lista combinava reforços da temporada anterior com cinco contratações novas para 2026: Tchamba (Camarões), Cufré (Argentina), Catarozzi (Uruguai), Picco (Argentina) e Rafael Monti (Argentina).
- Uruguai: Tassano (zagueiro), Catarozzi (meia), Diego Hernández (atacante)
- Argentina: Cufré (lateral-esquerdo), Picco (volante), Monti (atacante)
- Camarões: Tchamba (zagueiro)
- Colômbia: Cantillo (volante)
- Grécia: Panagiotis (meia)
- Guiné-Bissau/Portugal: João Pedro (atacante)
Segundo os números do clube, Picco foi o estrangeiro mais utilizado na temporada, com 22 partidas e grande presença na Série A. Já o zagueiro Duplexe Tchamba tornou-se titular imediato desde sua chegada e vinha anchando a defesa ao lado do capitão Marllon.
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Desempenho e expectativas
Alguns atletas sustentaram papel relevante: Picco, contratado por valor recorde do Remo, obteve maior aproveitamento; Tchamba, por sua vez, consolidou-se na zaga com sequência de partidas. Em contraste, nomes como Catarozzi, Tassano e Rafael Monti registraram poucas oportunidades e viram a participação minguar ao longo do ano.
O caso de Diego Hernández ilustra outra situação: multiplicidade de jogos no ano, mas vezes como opção de banco na Série A e com contrato de empréstimo que deve terminar em meados do ano, sem perspectiva pública de compra pelo clube.
O que muda daqui para frente
A gestão e a comissão técnica deverão avaliar o rendimento e o custo-benefício de manter um contingente significativo de estrangeiros. A experiência recente mostra que quantidade nem sempre se traduz em aproveitamento imediato; por isso, a integração e o planejamento de uso dos atletas estrangeiros passam a ser foco.
Entre os próximos passos, constam avaliações internas, possíveis ajustes de elenco nas janelas de transferência e a definição sobre contratos por empréstimos, sobretudo em casos já apontados como prováveis saídas no meio do ano.
Em síntese, o período que reforçou a presença internacional no clube também deixou em evidência que os estrangeiros no Remo encontram hoje menos espaço do que a lista de contratações sugeria, e o clube caminha para uma readequação do elenco diante das competições nacionais.
Fechamento: a trajetória dos atletas vindos de fora mostra exceções de adaptação rápida, mas também confirma que volume de contratações exige tempo, paciência e decisões cirúrgicas para que os estrangeiros ajudem efetivamente o time.
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