Roland Garros terá uma campeã inédita em 2026, com a final feminina reunindo duas trajetórias surpreendentes. A jovem russa Mirra Andreeva, de apenas 19 anos, chega à sua primeira decisão de Grand Slam, enquanto a polonesa Maja Chwalinska, número 114 do mundo, que iniciou a competição no qualifying, está a um passo de conquistar um dos títulos mais prestigiados do tênis.
Andreeva domina semifinal e garante vaga na final
Mirra Andreeva confirmou sua vaga na final ao bater a ucraniana Marta Kostyuk, 15ª do ranking, por 6/1 e 6/3, em apenas 1h16min. A partida, marcada por condições climáticas desafiadoras, foi destacada pela russa como um teste de foco e resistência.
“Primeiro de tudo, as condições foram muito difíceis hoje, estava quente. Eu não conseguia entender em que direção o vento estava indo. Foi muito difícil. Mas estou feliz porque permaneci focada. Disse a mim mesma para lutar até o fim e joguei com essa mentalidade”, declarou Andreeva.
História e juventude na final de Roland Garros
Com a classificação, Andreeva se torna a primeira jogadora nascida a partir de 2005, entre homens e mulheres, a alcançar uma final de Grand Slam, além de ser uma das cinco finalistas mais jovens em Paris nos últimos 30 anos.
Do outro lado da quadra, Maja Chwalinska chama atenção pela trajetória improvável. A polonesa, que começou sua participação no qualifying, surpreendeu ao eliminar a russa Diana Shnaider, 23ª do ranking, por 7/6 (7-4) e 6/4, em um duelo acirrado de 2h10min.
Qualifying e a chance de um título inédito
Conquistar uma final de Grand Slam saindo do qualifying é uma raridade. Antes de Chwalinska, apenas a britânica Emma Raducanu havia conseguido essa façanha, que culminou no título do US Open em 2021.
Agora, Roland Garros aguarda uma final com potencial para renovar o cenário do tênis mundial, entre uma jovem promessa russa e uma polonesa que desafia todas as expectativas.
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