O The New York Times apontou cinco seleções como os principais ‘azarões’ da próxima Copa do Mundo, escolhendo uma representante de cada continente. São elas: Equador, Japão, México, Noruega e Senegal. Segundo o jornal norte-americano, esses times têm potencial para avançar até as quartas de final e, dependendo da chave, até mesmo às semifinais do torneio.
Equador: defesa sólida como trunfo
O Equador foi destacado pelo NYT como o time mais difícil de ser batido nas eliminatórias sul-americanas. Sob o comando de Sebastián Beccacece, a equipe acumulou sete vitórias, 11 empates e apenas uma derrota, sofrendo apenas cinco gols em 18 jogos e terminando na vice-liderança atrás apenas da Argentina. O destaque fica para a defesa, com nomes como Willian Pacho (PSG), Piero Hincapié (Arsenal) e o volante Moisés Caicedo (Chelsea), que formam a espinha dorsal da equipe. No entanto, a dependência do ataque no ex-Inter Enner Valencia pode limitar o desempenho do time na Copa.
Japão: inteligência tática e histórico desafiador
Treinada por Hajime Moriyasu desde 2018, a seleção japonesa vem ganhando elogios pela inteligência tática e por seu histórico recente de vitórias sobre grandes seleções, incluindo Espanha e Alemanha na Copa de 2022, além de Brasil e Inglaterra em amistosos. Contudo, o Japão nunca venceu uma partida de mata-mata em Mundiais, o que gera dúvidas sobre sua capacidade de avançar. Além disso, a ausência do atacante Kaoru Mitoma, peça-chave no esquema ofensivo 3-4-3, pode pesar na campanha japonesa.
México: força na casa própria
O México, anfitrião do Mundial de 2026, ainda está invicto nesta temporada e chega ao torneio motivado após conquistar a Copa Ouro e a Liga das Nações da Concacaf. Sob o comando de Javier Aguirre, a equipe se destaca pela organização tática no esquema 4-3-3, com o volante Edson Álvarez (Fenerbahçe) e o atacante Raúl Jiménez (Fulham) como líderes dentro de campo. O país tentará superar o histórico de nunca ter avançado além das oitavas de final, algo que pode ser impulsionado pelo fator casa e o apoio da torcida no Estádio Azteca.
Noruega: talento promissor e desafios históricos
Considerada a seleção mais talentosa entre as apontadas pelo jornal, a Noruega traz nomes como Erling Haaland (Manchester City), Martin Odegaard (Arsenal) e Alexander Sorloth (Atlético de Madrid) em uma geração promissora. A equipe teve campanha avassaladora nas eliminatórias europeias, com 37 gols em oito partidas. No entanto, a Noruega disputará sua primeira Copa desde 1998 e enfrentará dificuldades devido à falta de experiência, além de estar inserida no grupo da morte com França, Senegal e Iraque.
Senegal: uma geração em busca de redenção
Senegal é apontada como a seleção africana mais completa na Copa, com uma defesa sólida e equilíbrio entre veteranos renomados como Sadio Mané, Édouard Mendy e Kalidou Koulibaly e jovens talentos como Nicolas Jackson e Lamine Camara. Apesar da força do grupo, a dúvida fica em torno da capacidade da geração atual de manter o alto nível exigido. A equipe busca redenção após uma controvérsia na Copa Africana de Nações, quando, apesar da vitória sobre Marrocos na final, o título foi anulado devido a um abandono de campo durante uma decisão polêmica.
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