Se não sai da frente, não era senador: Branco brinca sobre Romário em 1994

Branco carregando a taça da Copa do Mundo de 1994
Imagem: Antônio Gaudério/Folhapress

Há 32 anos, o Brasil enfrentava um desafio marcante: acabar com um jejum de 24 anos sem conquistar a Copa do Mundo. Em 1994, nos Estados Unidos, a seleção brasileira vivenciou momentos de tensão, superação e emoção, culminando na conquista do título após uma decisão nos pênaltis contra a Itália. No sexto episódio da série “Seleção com Galvão”, os campeões Ricardo Rocha, Branco, Carlos Alberto Parreira e Cafu dividiram relatos dos bastidores daquela campanha histórica.

Branco recorda gol histórico e bom humor com Romário

O lateral Branco relembrou com humor seu gol de falta nas quartas de final contra a Holanda, que contou com uma “ajudinha” inesperada de Romário. “Se ele não sai da frente, ele não seria senador hoje, nem o Brasil campeão do mundo, nem a CBF teria aquele prédio lindo e maravilhoso que tem na Barra”, brincou Branco.

Para jogar a Copa, Branco contou que precisou enfrentar uma inflamação no ciático e tomou cinco injeções de corticoide. Ele destacou o suporte da equipe médica, dos preparadores físicos e da comissão técnica, ressaltando o apoio fundamental de Parreira e Zagallo.

Ricardo Rocha e a luta contra a lesão

Ricardo Rocha compartilhou sua angústia ao sofrer uma lesão durante o Mundial. Sabendo que era sua última Copa, pensou em desistir e ir embora, mas foi convencido por Zagallo e Parreira de sua importância para a equipe. Emocionado, explicou que chorou sozinho ao aceitar seguir no grupo para a competição.

O zagueiro também contou uma curiosidade envolvendo Romário e Ronaldo: o veterano queria mudar o esquema tático da seleção e enviou o jovem Ronaldo, com apenas 17 anos, para pedir isso ao técnico Parreira. “O engraçado disso é que ele pegou o Ronaldinho… Falou: ‘Ronaldo, na entrevista fala que tu quer jogar’. Pô, Ronaldo, com 17 anos, como é que vai falar?”, lembrou.

Outro momento divertido narrado por Ricardo Rocha foi o “ritual” no ônibus da delegação, onde ele cantava a música “Lá Vai Pitomba”, de Luiz Gonzaga, para animar os companheiros nas manhãs de treino.

Parreira destaca pressão da final e responsabilidade do título

O técnico Carlos Alberto Parreira comentou a pressão da decisão nos pênaltis contra a Itália e a necessidade de preparar a equipe para aquele momento crítico. Ele relembrou os desafios diante do calor intenso e as escolhas difíceis para definir os batedores das penalidades.

Parreira reforçou a importância histórica da conquista após 24 anos sem título, ressaltando a enorme responsabilidade e o peso vivido pela equipe naquele Mundial.

A série “Seleção com Galvão” está sendo exibida no perfil do UOL Esporte no Instagram e no YouTube, oferecendo uma rica retrospectiva dessas figuras fundamentais do futebol brasileiro.

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