A Fórmula 1 inicia sua temporada europeia de 2026 com o emblemático GP de Mônaco, retomando o tradicional circuito do Velho Continente que marcará o calendário até outubro, com novidades como o novo GP de Barcelona e a estreia da pista de Madring, em Madri.
Início da temporada europeia na Fórmula 1
Conhecida mundialmente por suas corridas em circuitos lendários como Monte Carlo, Silverstone e Spa-Francorchamps, a Fórmula 1 dá início a sua fase europeia neste fim de semana com o GP de Mônaco. Ao todo, serão dez corridas sediadas em nove países europeus, parte do roteiro da britânica F1, que completou 76 anos em maio de 2026.
Desde 1950, a Fórmula 1 já contabilizou 469 grandes prêmios realizados nesses nove países, correspondendo a 40% do total das 1.154 corridas disputadas até hoje.
Novidades e mudanças no calendário europeu
Entre as principais novidades de 2026, destaca-se a estreia do GP de Barcelona no Circuito de Barcelona-Catalunha e o retorno da categoria a Madri após 45 anos, com a nova pista de Madring. Esta última, ainda em fase final de obras, já recebeu aprovação da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) e da Formula One Management (FOM).
A prova em Madring está agendada para 13 de setembro, com o circuito medindo 5,4 km, 22 curvas, velocidade máxima superior a 300 km/h e tempo médio estimado para volta em 1m34s400.
Por outro lado, o GP da Emilia-Romagna não fará parte da programação europeia em 2026, enquanto o GP da Bélgica terá sua última edição anual antes de se tornar bienal a partir de 2027, conforme novo contrato que inclui quatro provas em Spa-Francorchamps entre 2027 e 2031.
Além disso, o GP da Holanda encerra sua participação após cinco anos, dando lugar a novos GPs em Turquia e Portugal a partir de 2027.
A importância do GP de Mônaco na F1 europeia
Com quase cem anos de tradição, o GP de Mônaco é uma das corridas mais prestigiadas da Fórmula 1. Presente desde 1950, com exceção de 2020 devido à pandemia, o circuito de Monte Carlo é palco de desafios únicos e é o pontapé inicial da temporada europeia.
Lando Norris, atual campeão da prova pela McLaren, enfrenta agora a competição com novas regras envolvendo o ADUO, sistema que ajuda fabricantes de motores em déficit e que pode impactar o grid desde esta etapa.
As expectativas estão voltadas para a Ferrari, que venceu em 2024 com Charles Leclerc, e que aparece como grande favorita ao título na etapa de Mônaco.
Destaques e números da F1 na Europa
Apesar do jejum de vitórias nos últimos dois anos, Lewis Hamilton é o maior vencedor da fase europeia da F1, com 38 triunfos, sendo recordista em GPs importantes como Inglaterra e Hungria.
Max Verstappen vem logo atrás, com 24 vitórias na Europa, seguido por Fernando Alonso com nove conquistas.
Lando Norris, Oscar Piastri e Charles Leclerc compartilham cinco vitórias em provas europeias na atual temporada.
É curioso notar que a maioria dos múltiplos vencedores europeus são pilotos europeus, com exceção de Ayrton Senna e Sergio Pérez.
Dos nove países que compõem o calendário europeu, seis estrearam na F1 na década de 1950, incluindo países como Mônaco, Inglaterra, Bélgica e Itália.
O Azerbaijão, sede transcontinental, encerra a etapa europeia com sua nona corrida agendada antes da viagem aos circuitos de Singapura e outras regiões do mundo.
Continuação da temporada mundial
Após a fase europeia, a Fórmula 1 segue para as Américas e Oriente Médio, com expectativa de um total de 22 GPs em 2026. A possibilidade de remarcação dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita, adiados devido a conflitos bélicos, segue em aberto.
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