O cenário político do Santos começa a se definir para as eleições que ocorrerão no final deste ano, quando se encerrará o mandato do atual presidente Marcelo Teixeira. Após controvérsias envolvendo as regras de elegibilidade para se candidatar ao cargo máximo do clube, o Conselho Deliberativo aprovou recentemente a manutenção das condições vigentes no estatuto.
Atual estatuto e mudanças propostas
De acordo com o estatuto atual, qualquer sócio com pelo menos dez anos de vínculo com o Santos é elegível para concorrer à presidência, sem a necessidade de mandato no Conselho Deliberativo. Essa regra foi mantida no novo regimento interno aprovado pelos conselheiros, atendendo aos protestos de torcedores realizados durante as votações.
A Comissão do Estatuto havia proposto que os candidatos deveriam ter cumprido dois mandatos no Conselho, medida que provocou manifestações contrárias e foi rejeitada. Essa decisão reacende o debate sobre a representatividade e o acesso ao poder dentro da estrutura política do clube.
Pré-candidatos e movimentações políticas
Espera-se pelo menos três candidaturas para a eleição deste ano. Até o momento, o presidente Marcelo Teixeira não sinalizou se tentará a reeleição ou indicará outro nome para seu grupo político.
Por outro lado, Ivan Luduvice, advogado e candidato a vice-presidente na chapa de Ricardo Agostinho nas últimas eleições, tem se posicionado como pré-candidato, intensificando críticas à atual gestão nas redes sociais.
Outra possível candidatura surge da aliança entre Maurício Maruca e Rodrigo Marino, segundo e terceiro colocados no pleito de 2023. Eles vêm trabalhando juntos para lançar uma chapa conjunta, com forte foco na execução de um projeto estruturado para o clube.
“Eu me tornei amigo do Maruca desde a última eleição. Nos falamos constantemente e nos tornamos amigos. Em determinado momento, ele me apresentou um projeto e me convidou para participar. Temos uma estrutura completa, incluindo engenheiros, arquitetos e toda uma engenharia financeira e administrativa para garantir a execução do projeto”, afirmou Rodrigo Marino em entrevista ao “Bolados Podcast”.
Possível antecipação das eleições
Um ponto importante para os associados e candidatos é a possibilidade de realização das eleições em outubro, ao invés de dezembro, conforme prevê o novo estatuto. O Conselho Deliberativo já aprovou a mudança da data de votação do segundo fim de semana de dezembro para o terceiro fim de semana de outubro.
Entretanto, essa alteração ainda depende da votação dos demais artigos do novo estatuto e da aprovação em Assembleia Geral. Além disso, será debatido se essa mudança valerá para as eleições deste ano ou apenas a partir de 2029.
Perspectivas para o futuro do Santos
Com uma eleição marcada por mudanças estatutárias e alinhamentos políticos cada vez mais evidentes, o Santos está diante de um momento decisivo para seu futuro administrativo. A definição das candidaturas e a data do pleito devem ser acompanhadas de perto pelos torcedores, que querem ver o clube avançar com estabilidade e projetos consistentes.
Fique atento às atualizações do ge Santos para acompanhar todas as novidades sobre a eleição e a política interna do clube.



