O capitão da seleção brasileira, Marquinhos, concedeu sua primeira entrevista após conquistar a Champions League com o Paris Saint-Germain e alertou para os riscos do cansaço na Copa do Mundo, que será a mais longa da história, com duração de 39 dias e oito jogos até a final. Ele enfatizou que o calor será um fator decisivo nesta edição do Mundial.
Calor e cansaço como grandes desafios na Copa do Mundo
Marquinhos destacou que, devido à duração excepcional do torneio, a equipe terá de lidar com o desgaste físico intenso. “Esta pode ser uma Copa do Mundo contra o cansaço”, declarou o zagueiro e capitão brasileiro. Ele observou que, apesar de ter participado de 31 jogos pelo PSG nesta temporada, seu desgaste será menor do que o de alguns companheiros, como Vinicius Júnior, que já atuou em 53 partidas.
Experiência do Mundial de Clubes e lição para o Mundial
Questionado sobre a experiência do Mundial de Clubes do ano passado, em que o PSG foi vice-campeão ao perder para o Chelsea na final, Marquinhos concordou que o calor será um dos principais desafios do próximo Mundial. Essas condições climáticas se somam ao tema do desgaste, tornando fundamental a adaptação física e estratégica da seleção.
A visão de Carlo Ancelotti sobre o impacto do calor
Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, já havia manifestado preocupações semelhantes antes do sorteio dos grupos da Copa do Mundo. O treinador ressaltou sua preferência por jogar na costa oeste dos Estados Unidos, onde as condições climáticas seriam mais amenas. Isso motivaria a seleção a ser inserida no grupo G, que inclui a Bélgica, com partidas previstas em Seattle, ou no grupo que joga em Santa Clara, locais com temperaturas mais brandas.
Ancelotti relembrou a campanha italiana na Copa de 1994, quando acredita que o calor na costa leste dos EUA, em Nova Jérsei, prejudicou o desempenho da Itália, que não conseguiu conquistar o título. Naquela ocasião, o Brasil se beneficiou ao atuar na costa oeste, onde as condições eram mais favoráveis.
Preparação para resistir aos desafios
Para Ancelotti, a chave para o sucesso no Mundial será a adaptação e resistência ao calor e ao cansaço impostos pela longa duração da competição. Ele reconhece que estes fatores representarão um dos maiores adversários da seleção brasileira durante toda a campanha.
A seleção se prepara para enfrentar não apenas adversários tradicionais, mas também as condições físicas e climáticas que marcarão este Mundial histórico.



