O que ajudou a formar a Seleção? JN explora a ousadia do futebol brasileiro

Jogadores da seleção brasileira comemorando durante Copa do Mundo
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A ousadia é um dos elementos que formam a espinha dorsal da única seleção pentacampeã do mundo. O Jornal Nacional destacou recentemente a importância desse aspecto no futebol brasileiro, que se soma ao talento e à raça, integrantes já destacados em episódios anteriores da série que analisa os fundamentos da Seleção.

A ousadia como marca histórica do futebol brasileiro

O terceiro episódio da série ressaltou a ousadia, manifesta em dribles, improvisos e habilidade dos jogadores, um traço presente nas cinco conquistas do Brasil na Copa do Mundo. Um exemplo emblemático foi a seleção de 1970, que venceu os seis jogos do torneio, atuando com five camisas 10 em campo.

O então treinador Zagallo definia a postura da equipe: “Na hora que o Brasil atacava, nós ficávamos com três e atacávamos com sete porque nós tínhamos cinco camisas 10. Eu só tenho que agradecer a Deus e aos meus jogadores”.

Decisões ousadas das comissões técnicas

A ousadia também se faz presente na estratégia dos técnicos. Em 1994, por exemplo, o Brasil ganhou a Copa sem nenhum jogador na função de camisa 10 entre os titulares. Em 2002, a equipe venceu usando três zagueiros e sem a presença de Romário, uma escolha que gerou um clamor popular na época.

Felipão, treinador campeão em 2002, relembrou a confiança necessária para tomar certas decisões: “É horrível. Técnico é um cargo horrível. Eu precisava de um jogador (Ronaldo, convocado no lugar de Romário) daquele jeito. É confiança. Se você não confia, é brabo. Isso é função do técnico, é ousadia também”.

Carlos Alberto Parreira, técnico da seleção tetracampeã em 1994, comentou sobre o equilíbrio entre solidez e beleza no futebol: “O Brasil foi muito sólido. ‘Ah, não jogou bonito’. Era sólido. Hoje está aqui o tetracampeão Carlos Alberto Parreira”.

A ousadia na preparação para a Copa de 2026

O treinador Carlo Ancelotti vem surpreendendo ao escalar um ataque com quatro jogadores talentosos: Luiz Henrique, Raphinha, Vini Jr. e Matheus Cunha, destacando a conexão entre talento, organização e sacrifício.

Ancelotti afirmou: “Os quatro atacantes têm que trabalhar, isso é certo. É uma conexão entre talento e organização e sacrifício. Chegar em segundo não é suficiente. Temos que ganhar e nada mais”.

A ousadia, seja nos dribles ou nas decisões táticas, sempre esteve presente nas campanhas vitoriosas da Seleção brasileira, e as escolhas atuais de Ancelotti indicam que o caminho segue aberto para novos triunfos.

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