Maurício, destaque do Palmeiras e convocado para a Copa do Mundo pelo Paraguai, tem uma trajetória marcada por altos e baixos. Revelado no Desportivo Brasil-SP e lapidado no Cruzeiro, o meia se transformou em um símbolo da “geração perdida” do clube mineiro, sendo vendido em uma negociação controversa que marcou sua carreira.
De promessa a protagonista no Cruzeiro
Adquirido pelo Cruzeiro em 2018 por R$ 800 mil, Maurício era visto como uma peça essencial para superar a maior crise financeira da história do clube mineiro. Sob o comando de Mano Menezes, ele estreou no profissional aos 19 anos e, mesmo retornando ao sub-20 por algum tempo, terminou 2019 como um dos jogadores da equipe principal. Naquele ano, apesar do alto investimento no elenco, o Cruzeiro acabou rebaixado.
Logo após o rebaixamento, o clube passou por uma reformulação no elenco, e Maurício ganhou status de titular absoluto com Adilson Batista. Nos primeiros jogos da temporada de reconstrução, teve papel decisivo em cinco dos seis primeiros jogos, contribuindo diretamente para gols.
Oscilações, troca e ida ao Palmeiras
Durante a pandemia de Covid-19, Maurício viveu momentos de oscilação, e sua condição de titular foi questionada com a chegada e saída de treinadores. Ney Franco o colocou no banco, e logo após a chegada do experiente Luiz Felipe Scolari, conhecido como Felipão, Maurício foi envolvido em uma negociação para reforçar o elenco. O Cruzeiro precisava de jogadores mais experientes para tentar evitar a queda para a Série C, o que levou à contratação de William Pottker, do Internacional, em troca do meia.
Enquanto Pottker teve relativo sucesso no clube, Maurício passou por altos e baixos no Internacional até ser negociado com o Palmeiras em 2024 por cerca de R$ 60 milhões, onde se destacou a ponto de ser convocado para a Copa do Mundo pelo Paraguai, país pelo qual se naturalizou.
Desgastes judiciais e abandono da “geração perdida”
O Cruzeiro enfrentou ainda dificuldades judiciais envolvendo Maurício e outros atletas que surgiram na mesma época. O meia cobrou verbas trabalhistas não pagas, mas houve acordo e o clube cedeu parte dos direitos para encerrar a disputa.
Além de Maurício, outros jogadores promissores daquela época, como o volante Éderson e o atacante Igor Thiago, tiveram caminhos similares, envolvendo ações judiciais e negociações abaixo do potencial, contribuindo para o diagnóstico da “geração perdida”.
Resumo dos principais pontos da “geração perdida” no Cruzeiro
- Maurício foi vendido do Internacional para o Palmeiras por cerca de R$ 60 milhões.
- O clube perdeu receitas importantes com negociações judiciais e vendas abaixo do mercado.
- Jogadores como Éderson e Jadsom Silva também saíram após ações judiciais e acordos.
- A crise financeira afetou profundamente o sucesso e o aproveitamento dos jogadores formados naquela época.
Hoje, Maurício chega à Copa do Mundo como um dos poucos frutos que conseguiram se destacar, mesmo que por um caminho tortuoso de naturalização e intensa oscilação entre clubes.



