A seleção da Escócia surpreendeu ao decidir não utilizar o tradicional kilt na chegada para a sua estreia na Copa do Mundo contra o Haiti, marcada para o dia 13 de junho em Boston. Apesar de se tratar de uma peça emblemática da cultura escocesa, os jogadores optaram por priorizar o conforto e o desempenho no torneio, segundo reportagem do The Athletic, braço esportivo do The New York Times.
A decisão de abrir mão do kilt na Copa do Mundo
O kilt, uma vestimenta típica que lembra uma saia e é símbolo da Escócia, marcou presença na Copa do Mundo de 1998, quando o time chegou ao Stade de France usando o traje para a partida de abertura contra o Brasil. Naquela ocasião, a imagem do capitão Colin Hendry e do elenco vestindo o traje tornou-se inesquecível para os torcedores e para a história do futebol escocês.
Para a edição atual da Copa, os jogadores foram consultados sobre a possibilidade de repetir o feito histórico, mas optaram por não vestir o kilt. O calor da cidade americana, onde a previsão é de cerca de 25°C, e as exigências do futebol moderno, que demanda leveza e liberdade de movimento, foram fatores determinantes para a decisão.
A tentativa de adaptar o kilt para o torneio e o foco da equipe
Segundo o The Athletic, houve uma proposta de uma empresa de Glasgow para confeccionar kilts em tecido mais leve e sob medida para o elenco, no intuito de manter o tradicional sem prejudicar o desempenho dos atletas. No entanto, o grupo recusou a oferta, reafirmando a escolha de focar em seu rendimento no campo.
Por sua vez, a Fifa anunciou que vai flexibilizar as regras que restringem o tamanho das bolsas para permitir que os torcedores escoceses usem o sporran – uma pequena bolsa que acompanha o kilt e é parte do uniforme tradicional da torcida, conhecida como Tartan Army.
Escócia volta à Copa do Mundo após 28 anos
A participação da Escócia nesta Copa do Mundo é considerada histórica, pois ocorre após 28 anos sem disputar o torneio. O país busca avançar para o mata-mata pela primeira vez em sua história recente e atrair os olhos do mundo para sua seleção. A ausência do kilt, embora simbólica, mostra a maturidade e o foco da equipe em seus objetivos esportivos.
Outras iniciativas culturais descartadas
Além do kilt, a ideia de compor uma música oficial para o Mundial também foi discutida, inclusive lembrando a canção “Easy Easy” do time de Ally McLeod em 1978, que chegou ao 20º lugar na parada de singles do Reino Unido. Contudo, essa iniciativa foi abandonada para que a seleção mantenha a concentração total no desempenho durante o torneio.
A estreia da Escócia é uma das mais aguardadas da Copa e a decisão de não utilizar o kilt simboliza a adaptação da tradição às exigências do futebol moderno, com foco absoluto no desempenho em busca de uma campanha histórica.



